As companhias aéreas começaram 2026 com um crescimento médio da procura superior ao aumento da capacidade disponibilizada no mercado, levando a um recorde de ocupação para um mês de Janeiro, revelou a IATA esta segunda-feira.
O tráfego de passageiros (medido em RPK, ou seja, número de passageiros multiplicado pelo número de quilómetros voados), em Janeiro, subiu 3,8% em relação ao primeiro mês de 2025, enquanto a capacidade (medida em ASK, ou seja, número de lugares multiplicado pelos quilómetros voados) aumentou 3,5%.
Desta forma, as companhias aéreas alcançaram um novo recorde de ocupação média para um mês de Janeiro, alcançando os 82%, mais 0,2 pontos percentuais que um ano antes.
Analisando apenas os voos internacionais, os dados divulgados pela IATA indicam que a procura aumentou 5,9% em Janeiro, mais do que a capacidade (5,9%), levando a uma ocupação média de 82,5%, mais 0,1 p.p. que em Janeiro de 2025.
As companhias aéreas europeias registaram um crescimento de 6,3% na procura, superior ao aumento de capacidade (+5,7%), levando a um aumento de 0,5 p.p. na ocupação média, para 79,4%.
As transportadoras africanas registaram os aumentos mais fortes em Janeiro, quer em tráfego (+11,7%), quer em capacidade (+10,1%), alcançando uma ocupação média de 77,4%, mais 1,1 p.p. que em Janeiro de 2025.
O maior aumento de ocupação média verificou-se nas companhias aéreas da América Latina, em 2 p.p., para 86,5%, graças a um aumento da procura em 11,4%, superior ao aumento da capacidade (+8,9%).
As companhias aéreas da Ásia e Pacífico tiveram uma quebra de 0,7 p.p. na ocupação, para 85,9%, devido a aumento da procura (+4,4%) inferior ao aumento da capacidade (+5,2%).
As transportadoras do Médio Oriente também registaram uma descida da ocupação média, menos 0,4 p.p., para 83,2%, devido a um aumento de capacidade (+7,8%) superior ao aumento da procura (+7,2%).
As companhias aéreas norte-americanas registaram um aumento de procura em 3,4%, de capacidade em 2,6% e de ocupação em 0,6 p.p., para 82,3%.
Nos voos domésticos, a procura cresceu apenas 0,1%, mas como a capacidade foi inferior ao ano passado, em 0,4%, a ocupação média acabou por subir 0,4 p.p., para 81,2%.
A IATA sublinha em comunicado que “a procura de Janeiro foi distorcida” pela mudança do calendário do Ano Novo Lunar, que em 2025 aconteceu em Janeiro e este ano ocorre em Fevereiro. Esta celebração “normalmente impulsiona um pico na procura”, pelo que a comparação acaba por ser desfavorável.
“O calendário do Ano Novo Lunar explica em parte a expansão ligeiramente mais lenta de 3,8% em Janeiro”, indicou o director-geral da IATA, Willie Walsh citado na nota de imprensa.
Ver também: Aviação mundial prevê aumento da oferta e descida dos preços, apesar da incerteza no Médio Oriente
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