A venda de quase metade do capital da TAP à Lufthansa vai garantir ao grupo alemão a gestão operacional da companhia aérea portuguesa, que deverá nomear três dos quatro administradores executivos.
Em comunicado, o Ministério das Infraestruturas e Habitação indica que o Estado português vai nomear apenas um dos quatro administradores executivos.
Já no Conselho de Administração, de um total de nove administradores não-executivos estarão cinco nomes apontados pelo Estado português, incluindo o presidente (chairman).
O Governo português aprovou hoje em Conselho de Ministros a venda de 44,9% do capital social da TAP ao Grupo Lufthansa por 1.025 milhões de euros, a que acresce até 5% caso os trabalhadores não exerçam o seu direito de aquisição. O valor total proposto pela Lufthansa, incluindo os 5% reservados aos trabalhadores, é de 1.201 milhões de euros.
A oferta do Grupo Lufthansa foi até 16% superior à oferta do Grupo Air France-KLM.
O processo de privatização da TAP prevê uma segunda fase em que o Grupo Lufthansa comprará a maioria do capital. A proposta do grupo alemão permitirá “um encaixe adicional de 1.351 milhões de euros, resultando numa valorização total directa da companhia em 2.552 milhões de euros”, de acordo com o Governo português.
O executivo sublinha que o “processo para venda da maioria do capital (2ª fase)” está em preparação para ser lançado “a breve trecho com o fecho da operação esperado até ao início de 2028”.
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