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Cabo Verde garante que “não existe qualquer crise sanitária”

Após a morte de mais um turista britânico, o Instituto do Turismo de Cabo Verde garantiu hoje em comunicado que “não existe qualquer crise sanitária ou situação de risco generalizado”.

“Não existe motivo que justifique o tom alarmista de notícias que identificam o destino como não seguro devido à baixa recente de mais um turista inglês de férias ao arquipélago, a qual o país lamenta”, sublinha o instituto.

De acordo com o jornal britânico “Mirror”, em três anos, desde Janeiro de 2023, morreram sete turistas britânicos na sequência de doenças gástricas depois de terem estado em Cabo Verde.

O comunicado do Instituto do Turismo de Cabo Verde sublinha que “as sete baixas de turistas britânicos ocorreram ao longo dos últimos três anos e tiveram origem num foco de contaminação, devidamente identificado e intervencionado”.

A “investigação rigorosa”, de acordo com a nota de imprensa, “motivou à repetição imediata de acções de formações sobre normas HACCP (sistema internacional de segurança alimentar) a mais de 300 operadores locais”.

O instituto criticou a “forma como são relatados na imprensa” os casos das mortes dos turistas britânicos, com “títulos sensacionalistas, desprovidos de contexto”, que “estão a criar uma percepção de risco que não corresponde à realidade”.

“Há uma diferença clara entre relatar casos pontuais, que acontecem em qualquer destino do mundo, e construir narrativas que induzem medo e distorcem a realidade. Esse tipo de abordagem não informa, apenas gera ruído e prejudica economias dependentes do turismo como a nossa”, afirmou Jair Fernandes, Presidente do Instituto do Turismo de Cabo Verde, citado no comunicado.

O instituto garante que “Cabo Verde mantém elevados padrões de segurança, saúde e qualidade no turismo” e sublinha que “não existe qualquer crise sanitária ou situação de risco generalizado”.

“A informação deve ser consumida com sentido crítico, distinguindo factos de narrativas sensacionalistas”, recomenda o Ministério, acrescentando que continuará “a trabalhar com operadores, parceiros internacionais e autoridades de saúde para garantir a confiança no destino”.

O Instituto do Turismo de Cabo Verde apelou ainda para “uma maior responsabilidade editorial por parte dos meios de comunicação”.

“Cabo Verde não precisa de campanhas de defesa, precisa apenas que os factos sejam relatados com rigor editorial. E os factos são claros: o país está bem, recomenda-se e continua a ser um dos destinos mais seguros e procurados do Atlântico”, acrescentou Jair Fernandes.

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