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Azul anuncia recordes de receita e procura, mas ignora prejuízo em 2022

A companhia de aviação brasileira Azul, fundada por David Neeleman, ex-accionista de referência da TAP, anunciou hoje que em 2022 atingiu um “recorde de receita com forte demanda por viagens”, mas sem assinalar que o resultado líquido do ano foi um prejuízo de 1.379,6 milhões de reais (cerca de 249,5 milhões de euros).

John Rodgerson, CEO da companhia, em mensagem da Administração começa por afirmar que “a Azul teve mais um ano excepcional em 2022”, assinalando designadamente ter sido declarada a companhia mais pontual do mundo, e destaca de seguida que 2022 também “foi um ano recorde”, em que a Azul somou 15.948,1 mil milhões de reais (2.867,1 milhões de euros) de receitas, incluindo 14.595,6 milhões (2.640,5 milhões de euros) em receitas de passagens.

A Azul esteve assim bastante acima de 2019, pré-pandemia, com um aumento das receitas de passagens em 33,8% ou 3.687,7 milhões de reais (667,1 milhões de euros), bastante mais forte que o aumento de capacidade, que foi de 10,3% em ASK, e que o crescimento do tráfego em RPK, que foi de 5,4%, com um ligeiro decréscimo em 0,7% do número de passageiros pagantes, para 27,485 milhões.

Porém, como tem sido a tendência evidenciada também pelas companhias europeias, a Azul teve um forte aumento do preço médio que cobrou por quilómetro voado ou yield, que subiu 27%, para 46,25 centavos do real (cerca e 8,4 centavos do euro), com o qual a sua receita unitária ou receita por lugar voado um quilómetro (RASK), que é no fundo o yield ponderado pela taxa de ocupação, subiu 26,3%, com aumento em 21,3% quando se consideram apenas as receitas de passagens (PRASK na gíria de aviação).

Essa subida potenciou o aumento de capacidade em 10,3%, gerando um aumento da receita em 39,4%, mas o aumento dos custos foi de 57,4%, para 14.812,4 milhões de reais (2,67 mil milhões de euros), com uma subida do CASK ou custo por lugar voado um quilómetro em 42,6%, para ainda 37,42 centavos do real, ainda assim 2,87 centavos abaixo do RASK.

Relativamente a 2019, essa margem tem, no entanto, uma quebra de 49,3%.

A Azul também informou que no último trimestre de 2022 a sua receita líquida atingiu 4.453,5 milhões de reais (805,6 milhões de euros), superior ao período homólogo de 2019 em 37%, com +33% de receita de passagens, para 4.119,9 milhões de reais (745,3 milhões de euros), por aumento do yield em 32% e crescimento do tráfego em RPK em 0,8%, afectado por uma queda da taxa de ocupação em 5,3 pontos, para 78,1%. Penalizada pelo mercado doméstico, em que ficou em 77,2%.

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