A ANAV – Associação Nacional de Agências de Viagens apelou hoje para uma “coordenação urgente” entre aos autoridades responsáveis para resolver os constrangimentos nos aeroportos portugueses.
Em comunicado, a Associação liderada por Miguel Quintas sublinha a sua “crescente preocupação em relação aos potenciais impactos da implementação do Entry/Exit System (EES) nos aeroportos portugueses”.
A ANAV defende que “existe um risco sério de agravamento das filas de espera nos controlos de fronteira com a entrada em vigor plena deste novo sistema europeu”, cuja implementação “tem revelado constrangimentos operacionais em vários países, incluindo Portugal”.
Na semana passada, a PSP anunciou que a recolha de dados biométricos no controlo de fronteiras nos aeroportos portugueses seria suspensa quando o tempo de referência fosse ultrapassado. Clique para ler: Recolha de dados biométricos nos aeroportos portugueses será suspensa quando o tempo de espera for excessivo.
Esta decisão, para a ANAV, “evidencia que o sistema ainda não se encontra totalmente estabilizado” e “levanta sérias dúvidas sobre a capacidade de resposta dos aeroportos nacionais num cenário de maior pressão”.
“A imprevisibilidade operacional que tem vindo a ser registada constitui um factor de grande preocupação para passageiros, agências de viagens e operadores turísticos, dificultando o planeamento das viagens e aumentando significativamente o risco de perda de voos e falhas em ligações”, sublinha o comunicado da Associação.
Citado no comunicado, o presidente da ANAV, Miguel Quintas, afirmou que “a dependência contínua de medidas de contingência não pode ser a solução para garantir a fluidez nos aeroportos portugueses”.
Além do sistema de controlo de fronteiras, a Associação alertou ainda para “o impacto adicional das fragilidades no sector do handling, que agravam a instabilidade num momento já delicado”.
“Apelamos a uma resposta urgente, coordenada e eficaz entre o Governo, a Polícia de Segurança Pública, a Agência para a Integração, Migrações e Asilo, a ANA Aeroportos de Portugal e todos os operadores aeroportuários, com vista a garantir previsibilidade, confiança e normalidade no funcionamento dos aeroportos nacionais”, sublinhou Miguel Quintas.
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