A ANA Aeroportos vai apresentar uma proposta para o novo aeroporto de Lisboa “mais realista” e com “custo menor”, avançou ao “Eco” o CEO da ANA Aeroportos, Thierry Ligonnière.
“Vamos apresentar uma proposta mais realista e adaptada às necessidades atuais e com custo menor”, o que permitirá cobrar “taxas aeroportuárias menores”, indicou o executivo ao “Eco”, sem especificar valores.
Sobre as alterações à proposta inicial que permitirão reduzir o custo, Thierry Ligionnière indicou que “não é preciso ter duas pistas de 4.000 metros” e “não é preciso dimensionar todo o aeroporto para receber Airbus A380”.
O CEO da ANA Aeroportos, detida pela Vinci Airports, defende que é necessário “conciliar as visões diferentes” entre companhias aéreas low cost, que querem desembarques na pista para economizar tempo e dinheiro, e companhias aéreas tradicionais, que preferem desembarques em pontes telescópicas.
O “Eco” sublinha que a ANA Aeroportos lançou nos últimos meses um processo de consulta às partes interessadas no novo aeroporto de Lisboa, tendo questionado 104 entidades e obtido respostas de 45. A síntese destas respostas fará parte do Relatório das Consultas que a concessionária vai entregar ao Governo até dia 17 de Julho.
A ANA Aeroportos também vai apresentar propostas para alterar o anexo 16 do contrato de concessão, assinado em 2016, onde são definidas as características mínimas do novo aeroporto de Lisboa.
A nova proposta com “custo menor” será uma alteração à proposta entregue pela ANA ao Governo no dia 17 de Dezembro, que previa a construção de duas pistas, com possibilidade de expansão futura para quatro, com um custo de 8,5 mil milhões de euros, financiado através de um aumento substancial das taxas aeroportuárias e da extensão do prazo de concessão por mais 30 anos, até 2092. O calendário apontava a conclusão da obra para 2037.
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