O alojamento turístico português facturou 456,7 milhões de euros nos primeiros dois meses deste ano, em alta de 23,7% em relação a 2020, antes do impacto acentuado da pandemia de covid-19, embora com aumento das dormidas em apenas 6,1%, pelo aumento da receita por dormida, que subiram 16,6%.
Cálculos do PressTUR com base nos dados divulgados hoje pelo INE indicam que o alojamento turístico facturou em média por dormida 60,8 euros no primeiro bimestre, com um máximo de 100,3 euros nas Pousadas e Quintas da Madeira e um mínimo de 37,1 euros no Alojamento local.
As Pousadas e Quintas da Madeira, no entanto, representaram apenas 1,2% das dormidas no alojamento turístico português nos meses de Janeiro e Fevereiro, com um total de 46,6 mil, e o alojamento local teve 14,7%, com um total de 596,3 mil.
Como tradicionalmente o que determina são os hotéis, que concentraram 63,5% das dormidas do bimestre, com 2,56 milhões num total de 4,04 milhões.
E em proveitos, os hotéis somaram 330,4 milhões de euros, o que significa 72,3% do total de proveitos do alojamento turístico, com uma facturação média por dormida de 69,3 euros, +15,6% que no período homólogo de 2020.
Os dados divulgados pelo INE permitem concluir que o aumento relativo da receita média por dormida mais forte em relação à pré-pandemia deu-se nos hotéis-apartamentos, com +33,6%, para 53,6 euros, seguindo-se as Pousadas e Quintas da Madeira, com +23,4%, para 100,3 euros.
Com aumentos acima dos 20% estiveram ainda os aldeamentos turísticos, com +20,5%, para 47,7 euros, o alojamento local, com +20,2%, para 37,1 euros, e os apartamentos turísticos, com +20,1%, para 33,4 euros.
O aumento mais moderado face a 2020 foi o do turismo no espaço rural e de habitação, com um aumento em 13%, para 68,5 euros.
A informação do INE avança ainda que em Fevereiro a tarifa média diária (ADR, que define como “rendimento por quarto ocupado, medido através da relação entre os proveitos de aposento e o número de quartos ocupados, no período de referência” atingiu o máximo para um segundo mês do ano de 79,3 euros, +22,4% que no mês homólogo de 2020, pré-impacto da pandemia, com aumentos a dois dígitos em todas as regiões, e em especial na Madeira, onde a subida foi em 40,4%, para 72,6 euros.
Os aumentos mais fortes deram-se seguidamente em Lisboa, em 28,1%, para 146,6 euros, Porto e Norte, em 22,1%, para 80,9 euros, Centro, em 20,1%, para 84,2 euros, Açores, em 18,3%, para 58,8 euros, Algarve, em 18,1%, para 61,3 euros, e Alentejo, em 16,7%, para 78,5 euros.






