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AHRESP pede suspensão do EES nos aeroportos e acordo para evitar a greve geral

A AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal) pediu hoje a suspensão do EES (Sistema de Entrada/ Saída da União Europeia) nos aeroportos e apelou para que exista diálogo “entre todas as partes envolvidas” para evitar a greve geral de 3 de Junho.

Em comunicado, a Associação pede a suspensão do novo sistema de controlo de fronteiras “com carácter de urgência e até ao final de Setembro”. O objectivo é “agilizar o controlo de passageiros e reduzir os tempos de espera nos aeroportos, enquanto não estiverem plenamente asseguradas as condições técnicas, operacionais e humanas necessárias ao normal funcionamento deste sistema”.

O EES é um novo sistema de recolha de dados biométricos para passageiros a viajar de e para o Espaço Schengen, que começou a ser implementado a 12 de Outubro de 2025, tendo provocado longas filas de espera no controlo fronteiriço nos aeroportos portugueses.

No comunicado, a AHRESP manifesta a sua “profunda preocupação com os constrangimentos que se têm acumulado nos aeroportos nacionais e alerta para o risco de agravamento da situação com a greve geral convocada para 3 de Junho”.

A Associação diz que “respeita integralmente o direito à greve”, mas apela para a “prevenção de perturbações que penalizem milhares de empresas cuja actividade depende directamente da chegada regular de visitantes”.

A AHRESP pede “diálogo”, “negociação” e “sentido de responsabilidade entre todas as partes envolvidas” para “evitar a greve nos serviços ligados à aviação e aos aeroportos”.

A greve geral foi convocada depois do governo ter avançado com uma proposta de revisão da legislação laboral sem acordo na Concertação Social, depois de nove meses de negociações.

Os trabalhadores estão contra a simplificação dos despedimentos, a desregulação dos horários, a reintrodução do banco de horas individual, a facilitação de vínculos precários, entre outras medidas que dizem representar um retrocesso na legislação laboral.

É a segunda greve geral contra o pacote laboral. A primeira aconteceu a 11 de Dezembro de 2025, e foi a primeira greve geral em Portugal desde 2013.

A proposta de revisão da legislação laboral não estava no programa eleitoral da “AD – Coligação PSD/CDS” e contempla mais de uma centena de alterações legislativas.

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