Os aeroportos da Madeira, Funchal e Porto Santo, tiveram no primeiro semestre +42% de passageiros que no período homólogo de 2019, pré-pandemia, que foi a variação mais forte de todos os aeroportos do grupo Vinci, o qual ainda ficou 9,1% abaixo desse nível.
A informação da Vinci, que gere 65 aeroportos em 12 países na Europa, Ásia e América, indica que no primeiro semestre somou 123,3 milhões de passageiros, com aumento em 36,2% em relação ao ano passado, mas ainda abaixo do nível pré-pandemia do primeiro semestre de 2019.
A mesma informação mostra que Portugal (+12%), Sérvia (+26%), México (+14%), República Dominicana (+14%) e Costa Rica (+26%) são os únicos mercados em que os seus aeroportos somaram mais passageiros no primeiro semestre que pré-pandemia.
A Vinci assinala na sua análise ao tráfego até ao fim de Junho que no segundo trimestre mais de 67 milhões de passageiros utilizaram os seus aeroportos, com a quebra face ao período homólogo de 2019 a reduzir-se para 6,7%.
A sua análise, aliás, é que a procura de transporte aéreo permanece ‘efervescente’ e que no mês de Maio, excluindo os aeroportos na Ásia, já foram atingidos os níveis pré-pandemia e alguns aeroportos na Europa e na América até atingiram recordes de passageiros.
Para Portugal, que é o seu maior mercado, a Vinci indica que os nove aeroportos sob sua gestão somaram 18,07 milhões de passageiros no segundo trimestre, +15% que um ano antes e +9,9% que no período homólogo de 2019, pré-pandemia, enquanto o conjunto dos seus aeroportos, apesar de um aumento em 24,1% em um ano ainda ficaram 6,7% abaixo do período homólogo de 2019, com um total de 67,5 milhões de passageiros.
Os dados da Vinci permitem ver que os aeroportos em Portugal representaram 26,8% do seu total de passageiros no segundo trimestre e 24,9% no conjunto do primeiro semestre.
Essas posições dos aeroportos portugueses no conjunto dos aeroportos do mundo sob gestão Vinci resultam, no segundo trimestre, de Lisboa, com 8,75 milhões de passageiros representar 13% do total de passageiros do grupo, o Porto, com 4,15 milhões, representar 6,1%, Faro, com 3,07 milhões, representar 4,5%, a Madeira, com 1,26 milhões, representar 1,9%, e os Açores, com 829 mil, representar 1,2%.
No conjunto do primeiro semestre Lisboa representou 12,9% do total de passageiros do grupo, com 15,88 milhões de passageiros, o Porto representou 5,7%, com 7,07 milhões, Faro representou 3,4%, com 4,18 milhões, a Madeira representou 1,9%, com 2,31 milhões, e os Açores representaram 1,1%, com 1,3 milhões.
O grupo Vinci comenta, na análise ao tráfego nos seus aeroportos no primeiro semestre que foi “significativamente mais elevado que em 2019 em todos os aeroportos em Portugal, e em particular no Porto e Funchal (Madeira).
A análise acrescenta que o tráfego doméstico e as ligações de/para outras grandes cidades europeias “foi especialmente intenso” e que várias companhias de aviação, incluindo Ryanair, easyJet e SATA aumentaram de capacidade substancialmente e que simultaneamente as taxas de ocupação permaneceram elevadas numa tendência crescente, com uma média de 85,8%, +1,6 pontos que em 2019, ‘imitando’ a forte procura.




