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Abertura do Aeroporto em Alcochete pode antecipar para 2034. Custo total? “Ninguém sabe” – Pinto Luz

O ministro das Infra-estruturas, Miguel Pinto Luz, defende que é possível abrir o Aeroporto em Alcochete em 2034, ou seja, um a dois anos mais cedo do que prevê a ANA Aeroportos. E o custo total da obra? “Ninguém sabe”.

“Continuamos a acreditar que é possível antecipar. É preciso fazer um esforço do lado da ANA, do Governo, da APA, de todos os intervenientes no sentido de antecipar [a abertura] para 2034”, sublinhou Miguel Pinto Luz, na Cimeira do Turismo Português, esta segunda-feira, em Lisboa.

O custo da construção do novo aeroporto para a região de Lisboa, com duas pistas, foi estimado em 6,1 mil milhões de euros pela Comissão Técnica Independente (CTI), em 2024. Este ano, a ANA Aeroportos / Vinci Airports anunciou que a obra custará entre 7,9 mil milhões e 8,9 mil milhões de euros.

Qual será o custo, afinal? “Não sabemos”, começou por responder o ministro, entrevistado no evento por Anselmo Crespo. “Ninguém sabe fazer um orçamento claro enquanto não tiver os projectos todos definidos”, justificou Pinto Luz.

Um dos dados em falta é a Avaliação de Impacte Ambiental, “que está a decorrer”. Só após a conclusão da análise é que a ANA e o Governo saberão que “medidas mitigadoras” terão que implementar.

E também “não é possível” saber o custo total enquanto estão por concluir “os projectos de acessibilidade”, acrescentou o governante.

O que é certo, garantiu Pinto Luz, é que o Aeroporto Luís de Camões será construído “com investimento 100% privado”.

Os detalhes mais concretos sobre o novo aeroporto, “com total transparência”, só serão conhecidos em Janeiro de 2028, quando a ANA / Vinci entregar a sua proposta. Antes disso, porém, a gestora aeroportuária terá de entregar um relatório financeiro, em Janeiro de 2027.

“Com esses instrumentos todos em conjunto, o Governo terá as ferramentas necessárias para a tomada de decisão final”. Depois de receber o relatório final em Janeiro de 2028, “no prazo de três meses tomaremos a decisão final”, indicou o ministro.

Desta forma, “no primeiro semestre de 2028 teremos uma decisão final e definitiva de convidar a ANA ou não convidar a ANA” para construir o novo aeroporto para a região de Lisboa. E só a partir daí é que poderá começar a construção.

Enquanto os relatórios estão a ser concluídos, o Governo está a trabalhar na desmilitarização de Alcochete, garantiu o governante. Em Janeiro de 2027, o Governo estará “em condições de passar aquele equipamento para a esfera das Infra-estruturas”. A obra de desmilitarização deverá demorar “um ano, um ano e meio”, indicou Pinto Luz.

O ministro garantiu que estão a ser preparadas as infra-estruturas de acessibilidade ao novo aeroporto, tanto rodoviárias, através da BCR (Brisa Concessões Rodoviárias), “que tem uma série de auto-estradas que servem aquela região”, como ferroviárias, “com a terceira travessia do Tejo”, que terá a sua Avaliação de Impacte Ambiental “até o final do ano”.

O abastecimento de água e de energia também “está a ser garantido”, acrescentou o ministro, destacando que o Aeroporto Luís de Camões terá um “pipeline” para abastecimento de combustível, ao contrário do actual aeroporto de Lisboa que requer “44 mil movmentos de ‘autotanks’ todos os anos”.

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