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Carlos Moedas quer mais regulação para enfrentar “excesso de turismo em certas zonas” de Lisboa

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, admitiu hoje que “há excesso de turismo em certas zonas da cidade” e quer apoio do governo para regular o seu impacto.

Ao discursar na abertura da 8ª Cimeira do Turismo Português, a decorrer no Hotel Ritz, em Lisboa, Carlos Moedas começou por dizer que “Lisboa não quer turismo de massas. Lisboa quer turismo de qualidade”.

O autarca defende que, no seu todo, a cidade “não tem excesso de turismo”. Das 500 mil pessoas que entram todos os dias na cidade, 50 mil são turistas, indicou o autarca. Ainda assim, admitiu “excesso de turismo em certas zonas da cidade”.

O presidente da Câmara de Lisboa criticou os discursos que “olham para o turismo com desconfiança”, quando 20% da economia e 25% do emprego da capital portuguesa dependem do sector.

Carlos Moedas defende que o “turismo que não pode exigir um sacrifício permanente da cidade”, razão pela qual foram fiscalizadas “centenas de milhares de alojamentos locais” em Lisboa, resultando no cancelamento de 6.700 registos. “Passámos de 20.000 para 11.700 alojamentos locais”.

“Tentámos regular, dentro daquilo que é o nosso poder, os tuk-tuks”, acrescentou o autarca.

No entanto, para os TVDES (Transporte Individual e Remunerado de Passageiros em Veículo Descaracterizado a partir de Plataforma Electrónica), Carlos Moedas pediu apoio ao Governo para a sua limitação.

Dirigindo-se ao ministro da Economia, Castro Almeida, presente na sala, o autarca pediu “regras muito claras” para os TVDEs.

“Sim, há um excesso de TVDEs em Lisboa. Há um excesso de tuk-tuks. Há TVDEs que não cumprem as regras do trânsito, que não falam português. Há tuk-tuks que não investem na qualidade, desconhecem a história da cidade. E sei que o sr. ministro está a trabalhar nisto e, portanto, agradeço”, disse Carlos Moedas.

“Se queremos turismo de qualidade, temos que agir a nível nacional”, destacou o presidente da Câmara de Lisboa.

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