Michael O’Leary acredita que a Ryanair, mesmo sendo superada pela easyJet em Lisboa, será a companhia aérea com mais passageiros transportados de/para Portugal este ano, à frente da TAP, embora os dados da ANAC contrariem essa previsão.
Em conferência de imprensa hoje em Lisboa, o CEO do Grupo Ryanair avançou que a Ryanair espera fechar este ano com 11 milhões de passageiros transportados de/para Portugal, superando a TAP, que antes da pandemia “transportava 14 milhões de passageiros e acreditamos que irão baixar para 9 ou 10 milhões”.
Contudo, dados da ANAC recolhidos pelo PressTUR indicam que só no primeiro semestre, tradicionalmente mais fraco que o segundo, a TAP transportou 5,9 milhões de passageiros, o que significa que, nos 12 meses, deverá superar a previsão de Michael O’Leary.
Em Lisboa, maior aeroporto português, o executivo reconhece que a Ryanair perde a posição de segunda maior companhia aérea para a easyJet, que recebeu os 18 slots que a TAP teve que ceder como contrapartida pelo apoio estatal recebido para enfrentar o impacto da pandemia.
A Ryanair também estava na corrida pelos slots, mas, segundo Michael O’Leary, a easyJet ganhou “porque tem aviões ligeiramente maiores”.
“Não creio que seja necessariamente bom para Lisboa que as duas companhias aéreas mais caras sejam as duas maiores”, comentou O’Leary, acrescentando que continuará a ter menos capacidade que a easyJet em Lisboa até conseguir mais slots.
A resposta da Ryanair “foi mover dois desses aviões [que tinha em Lisboa] para o Funchal”, adicionar “mais um avião ao Porto” e aumentar a base em Faro, indicou o executivo, sublinhando que o investimento da Ryanair em Portugal “não se limita a Lisboa, por mais que adoremos Lisboa”.
Assim, concluiu Michael O’Leary, “a easyJet pode ser a nº2 em Lisboa, mas nós somos a nº1 em Portugal”.
O executivo avançou ainda que, se conseguir “espaço para continuar a crescer”, perspectiva “crescer de 11 milhões para 15 milhões de passageiros nos próximos quatro a cinco anos”.
A Ryanair apresentou hoje um estudo da PwC em Lisboa sobre o seu contributo para a economia portuguesa. “O número mais importante do estudo”, segundo Michael O’Leary, “é que os visitantes que a Ryanair traz para Portugal a cada ano estão a gastar 2 mil milhões de euros na economia portuguesa, principalmente em hotéis e restaurantes, mas também em desporto, eventos culturais e, como é o caso da família O’Leary, a comprar muitos gelados nas praias do Algarve”, onde passam férias.
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