“O tempo de simplesmente gerir os sintomas acabou”. As companhias aéreas e os aeroportos europeus exigem uma “acção decisiva” para resolver os “problemas estruturais” no controlo de fronteiras para pessoas a viajar de e para o Espaço Schengen.
Passados quase seis meses após a implementação completa do Sistema de Entrada-Saída (EES na sigla em inglês) nos aeroportos europeus, “os tempos de espera continuam a ser inaceitavelmente elevados – atingindo as cinco horas nas horas de ponta, nos casos mais extremos – e ainda ultrapassam rotineiramente as duas horas”, de acordo com o ACI EUROPE e a Airlines for Europe (A4E).
As duas associações, que representam aeroportos e companhias aéreas, defendem que os tempos de espera resultam de “problemas estruturais”, como a “insuficiência de pessoal no controlo das fronteiras” e a “instabilidade que afecta os sistemas informáticos que suportam o EES”.
Outras causas para as longas filas incluem a “ainda limitada” utilização de quiosques de self-service e de portas de controlo de fronteiras automatizadas, e as “limitadas” funcionalidades e implantação da aplicação de pré-registo “Travel to Europe”.
“Este já não é um problema inicial, nem os passageiros nem os aeroportos e as companhias aéreas podem continuar a pagar o preço por perturbações evitáveis. O tempo de simplesmente gerir os sintomas acabou. Precisamos de uma acção decisiva para resolver os problemas estruturais do EES, simplificar os seus processos e garantir a passagem eficiente das fronteiras”, defendem o ACI Europe e a A4E.
As associações pedem à Comissão Europeia e aos Estados-Membros que eliminem a “dupla verificação” e que optimizem a verificação biométrica. Pedem ainda a prevenção dos perfis duplicados no EES e a melhoria da aplicação e do website de pré-registo “Travel to Europe”.
As organizações sublinham ainda a necessidade de acelerar e harmonizar o controlo automatizado das fronteiras para nacionais de países terceiros.
O ACI Europe e a A4E pretendem que seja possível voltar a suspender parcialmente o EES (sem registo de dados biométricos) em caso de tempos de espera excessivos. O objectivo é que este seja um “mecanismo permanente de flexibilidade”.
“A Europa precisa de um sistema de gestão de fronteiras que seja simultaneamente seguro e operacionalmente eficaz – e não de um que atinja um objectivo em detrimento do outro”, sublinham as duas organizações.
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