- Publicidade -
- Publicidade -

Procura por viagens resiste ao EES, aos ‘Cowboys no Médio Oriente’ e à crise climática

A procura por viagens mantém-se forte apesar do fracasso da implementação do EES, dos ataques norte-americanos e israelitas não-justificados ao Irão e as suas consequências, e das catástrofes resultantes da crise climática, de acordo com o estudo “Holiday Habits” da associação britânica de agências de viagens ABTA.

O estudo, citado pelo “Travel Weekly“, indica que nos últimos 12 meses 88% dos mais de 2.000 adultos inquiridos no Reino Unido viajou em férias, ligeiramente acima dos 85% do ano passado, sendo que 62% afirmou que realizou uma viagem ao estrangeiro, comparando com os 59% do ano passado.

As conclusões indicam que a procura está a resistir ao fracasso da implementação do Sistema de Entrada e Saída (EES) da União Europeia, que prejudicou gravemente vários aeroportos levando a filas de espera com a duração de várias horas para entradas e saídas do Espaço Schengen.

Os ataques não-justificados dos Estados Unidos e de Israel ao Irão continuam, bem como as suas óbvias consequências, entre as quais, a destruição de bases norte-americanas na região do Médio Oriente, e o mais que esperado encerramento do Estreito de Ormuz, levando a uma subida do preço dos combustível que atinge níveis absurdos.

Finalmente, o estudo indica que a procura por viagens resiste também às consequências das alterações climáticas fruto da exploração dos recursos do planeta num sistema de capitalismo desenfreado que resulta numa série de fenómenos catastróficos em diferentes pontos do globo.

Apesar da procura continuar consistente, as pessoas estão mais atentas a custos, tendo o estudo registado uma quebra de 2 pontos percentuais na percentagem de pessoas que tem o intuito de gastar mais nestas férias, tendo caído de 34% para 32%.

Entre os 15% que afirmaram que iam gastar menos, mais de metade, 52%, apontaram para o aumento do custo de vida como justificação, que também resultam dos casos referidos acima, directa ou indirectamente.

A média de férias gozadas nos últimos 12 meses foi de 3,9, um valor que está ao nível de anos anteriores.

O destino mais popular é Espanha, com com 36% dos inquiridos a viajar para o país, mais do que os 32% do ano passado, o que pode resultar de uma procura por férias geograficamente mais próximas, fruto da série distópica ‘Cowboys no Médio Oriente’, referida acima.

Em relação ao Índice de Confiança em Viagens, a quebra é de apenas 3 pontos percentuais, de 53% para 50%, bem acima dos 26% registados em Maio deste ano, devido aos ataques não-justificados ao Irão e a subida do preço dos combustíveis devido à consequência mais do que expectável do encerramento do Estreito de Hormuz, e ainda devido à implementação deficiente do sistema EES.

Os city breaks ultrapassaram as férias de praia no tipo de férias mais populares, com 53% dos inquiridos a referir que fez um city break, acima dos 47% do estudo do anbo passado, e comparando com os 49^% que fizeram férias de praia este ano, também acima dos 48% do ano passado.

Em relação a cruzeiros, 13% dos inquiridos fez um cruzeiro, um ponto percentual acima dos 12% do ano passado, e 17% afirmou que planeia fazer um cruzeiro nos próximos 12 meses.

Em relação a planos de férias para o próximo ano, o mês de Maio foi seleccionado por 17% dos inquiridos, seguido de Setembro, com 15%, enquanto que Agosto, com 20%, é o mês mais popular para famílias que desejam realizar férias fora.

Este estudo foi desenvolvido pelo The Nursery Research and Planning, com 2.082 indivíduos do Reino Unido, entre 21 de Julho e 6 de Agosto.

Veja também: Air France anuncia novos voos para os EUA: Nashville e San Diego

- Publicidade-
- Publicidade -