- Publicidade -
- Publicidade -

Solférias prevê fechar 2026 com “rentabilidade penalizada”, mas sem perdas – Sónia Regateiro

Não há meias-palavras. A guerra iniciada pelos EUA e Israel transformou um ano de expectativas altas num exercício difícil para o maior operador turístico português, a Solférias, que prevê fechar o ano com a sua “rentabilidade penalizada”, mas sem perdas.

Em declarações esta terça-feira em Lisboa, a directora de Operações da Solférias, Sónia Regateiro, revelou aos jornalistas que espera fechar 2026 “mais ou menos” com o mesmo volume de vendas de 2025.

Ao igualar a facturação do ano passado, o operador turístico ficará aquém da expectativa que tinha no início do ano, que era um “crescimento de dois dígitos”, indicou Sónia Regateiro.

O que fez virar o jogo foi a guerra iniciada a 28 de Fevereiro pelos EUA e por Israel contra o Irão, que fez disparar o preço dos combustíveis, alimentar receios de viajar e reduzir o poder de compra dos portugueses.

Desta forma, mesmo alcançando um volume de vendas semelhante ao ano passado, Sónia Regateiro prevê que a rentabilidade da Solférias em 2026 será “altamente penalizada”, embora continue com lucros. “Não vamos ganhar o que queríamos. Vamos ganhar um bocadinho menos, mas não há perdas”, sublinhou.

“A grande surpresa” deste ano foi o Egipto, que, pela primeira vez, superou Cabo Verde no Top de vendas da Solférias em Agosto. “Foi um marco histórico. Cabo Verde sempre foi o nosso nº1”, revelou a Chief Operating Officer.

A ascensão do Egipto à liderança dos destinos mais procurados pelos clientes da Solférias em Agosto resultou, por um lado, do aumento da programação do operador, com um total de cinco voos por semana para o país. Por outro lado, contribuiu a redução da oferta para Cabo Verde, uma vez que a Solférias não operou os voos exclusivos Porto – Sal que tinha operado em 2025.

Réveillon no Brasil e Cabo Verde esgotado

Para o Fim de Ano, Sónia Regateiro revelou que a Solférias já vendeu toda a sua oferta contratada em voos charter para o Brasil, que inclui três operações charter: Maceió, Salvador e Natal.

Para o réveillon na Ilha do Sal, em Cabo Verde, só restam “quatro lugares por vender de Lisboa e Porto no dia 27 de Dezembro”, indicou a Chief Operating Officer.

“O Senegal está cheio há muito tempo” e “São Tomé está cheio”, acrescentou Sónia Regateiro.

As operações de Fim de Ano com disponibilidade são os voos charter para o Funchal, de Lisboa e Porto no dia 29 de Dezembro, e do Porto no dia 30 de Dezembro; bem como os lugares bloqueados em voos regulares para São Miguel, no dia 30 de Dezembro.

A Solférias também tem lugares bloqueados na Emirates para o Fim de Ano no Dubai, mas as expectativas de comercialização são baixas devido à recomendação do Governo português para evitar escalas na cidade e cautela a todos os cidadãos portugueses que pretendam viajar ou transitar pelos Emirados Árabes Unidos.

Ver também: Solférias está ‘a cozinhar’ um novo destino para o Verão de 2027

Para mais notícias clique: Empresas e Negócios

Para aceder ao site da Solférias clique aqui.

- Publicidade-
- Publicidade -