A Azores Airlines, do Grupo SATA, reduziu o prejuízo de 41,1 milhões de euros que teve no primeiro semestre do ano passado para 37,1 milhões este ano, apesar dos seus gastos com combustível terem subido 29%.
A empresa, que divulga os seus resultados em comunicado, sem apresentar tabelas que permitam analisar os dados sem tratamento prévio para efeitos de comunicação, revelou que os gastos operacionais da Azores Airlines subiram 4,8% em relação ao primeiro semestre de 2025.
A subida da despesa operacional da companhia aérea do Grupo SATA que faz os voos de e para os Açores é “integralmente explicada pelo combustível”, sem o qual “os custos operacionais teriam diminuído”, de acordo com a nota de imprensa.
Apesar de ter realizado menos voos que no primeiro semestre de 2025, os gastos da Azores Airlines com combustível na primeira metade de 2026 aumentaram 29% ou 9 milhões de euros, para um total de 40,6 milhões, o que corresponde a 28,6% dos custos operacionais totais da companhia neste período.
Por outro lado, a transportadora fez uma redução de cerca de 1,8 milhões de euros nas despesas com voos em regime ACMI (aluguer de aviões com tripulação, manutenção e seguro). Os custos com catering também baixaram cerca de 1,8 milhões de euros em relação ao ano passado.
A companhia aérea sublinha ainda que cortou um milhão de euros aos seus gastos operacionais no primeiro semestre através do que classifica como uma “melhoria na gestão dos recursos humanos, em linha com as medidas de optimização em curso”.
A nota de imprensa indica que os resultados da Azores Airlines também “foram penalizados pelo aumento dos custos com irregularidades operacionais motivadas, sobretudo devido às meteorológicas particularmente adversas verificadas no segundo trimestre”. O número de cancelamentos mais que duplicou, de 122 para 249, com um impacto de cerca de 4 milhões de euros.
Houve ainda um reforço adicional de manutenção “para garantir a fiabilidade operacional da frota (de 750 mil euros)”.
Do lado das receitas, a Azores Airlines alcançou um crescimento de 4,4% na venda de passagens, para 81,2 milhões de euros, mas, no total, os ganhos operacionais da companhia acabaram por baixar 1% em relação ao primeiro semestre do ano passado, para 134,4 milhões de euros.
Estes dados, porém, “ainda não reflectem a totalidade do impacto positivo do Contrato de Obrigações de Serviço Público, cuja execução teve início em finais de Maio de 2026”, de acordo com o comunicado.
O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, amortizações e provisões) foi negativo em 7,6 milhões de euros. No primeiro semestre do ano passado tinha sido positivo em 300 mil euros.
No primeiro semestre deste ano, a Azores Airlines operou menos 443 voos (-8,1%) que na primeira metade do ano passado, para um total de 5.037.
Neste período, a companhia aérea do Grupo SATA transportou 701 mil passageiros, menos 7,7% ou menos 58 mil que nos primeiros seis meses do ano passado.
Voos inter-ilhas
Sobre a SATA Air Açores, o comunicado também indica uma melhoria do prejuízo, tendo passado de 3,4 milhões de euros no primeiro semestre de 2025 para 2,1 milhões na primeira mestade deste ano.
A factura do combustível subiu 36% e “teve um impacto negativo estimado em cerca de 1,5 milhões de euros”.
As receitas operacionais da companhia baixaram 10%, para 54,9 milhões de euros. Por outro lado, os custos operacionais tiveram uma redução relativa superior. Baixaram 13%, para 52,1 milhões de euros.
Os resultados foram afectados pelo “aumento dos custos com irregularidades operacionais, sobretudo devido às condições meteorológicas particularmente adversas verificadas do segundo trimestre”. O número de cancelamentos passou de 555 para 1.044 (+88%), “com um impacto de cerca de 2,1 milhões de euros”.
O EBITDA alcançou os 2,7 milhões de euros, o que significa um aumento de 1,4 milhões em relação ao ano passado.
A SATA Air Açores, que é a companhia do grupo que faz os voos inter-ilhas, realizou 8.185 voos no primeiro semestre, menos 4,4% ou menos 376 voos que na primeira metade de 2025, e transportou cerca de 435 mil passageiros (-3,1%).
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