A suspensão da entrada de novos navios-hotel para cruzeiros no Douro está a ser bem recebida pelos agentes de viagens norte-americanos, de acordo com a edição norte-americana do jornal especializado em turismo “Travel Weekly”.
Em Março, a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) informou as companhias de cruzeiros fluviais de que tinha sido atingida a capacidade máxima para navios-hotel no Douro, de acordo com o “Travel Weekly”.
Com cerca de 30 navios-hotel a fazer cruzeiros fluviais no Douro, a APDL decidiu fazer uma avaliação da capacidade operacional e não aceitará novas operações antes da conclusão dessa análise.
Ouvidos pelo “Travel Weekly”, dois agentes de viagens e o CEO da uma construtora e operadora de navios de cruzeiros fluviais aplaudiram a decisão da APDL.
Estão a “proteger o que torna o Douro especial”, afirmou Lena Arcedo, da Seven Heaven Travel, sediada em Nova Iorque. “Se continuarmos a adicionar navios, corremos o risco de prejudicar a experiência que as pessoas procuram”, acrescentou.
Angela Hughes, CEO e fundadora da Trips & Ships Luxury Travel, elogiou a abordagem responsável à gestão do turismo por parte da APDL, mas considera que a região não está sobrelotada. “Grande parte da experiência ainda é cénica, íntima e muito especial”.
Robbert Verbeek, CEO da Scylla, construtora e operadora de navios fluviais para as companhias Tauck, Viva e Riviera, confirmou ao “Travel Weekly” que recebeu a informação da APDL sobre o limite a novos navios e indicou que a avaliação à capacidade operacional deverá estar concluída no início do Outono.
O CEO da Scylla considera que a decisão de limitar a entrada de novas operações enquanto é feita uma avaliação da capacidade do destino demonstra o empenho da APDL em preservar a região para o crescimento do turismo no futuro. A avaliação da capacidade operacional está a ser feita de forma “holística”, acrescentou o executivo.
Dados do Banco de Portugal recolhidos pelo PressTUR mostram que os residentes nos Estados Unidos da América (EUA) gastaram 1.523 milhões de euros em viagens e turismo em Portugal nos primeiros seis meses deste ano, mais 8% que no primeiro semestre de 2025. Desta forma, os turistas norte-americanos fizeram 21,8% do aumento total das receitas turísticas portuguesas no primeiro semestre.
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