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Istambul – Zanzibar: o combinado da Solférias que junta três mundos

Em Istambul, o Bósforo separa a Europa da Ásia. Em Zanzibar, o Índico une a África ao resto do mundo. Dois destinos, três continentes e um combinado a assegurar a aposta da Solférias em Zanzibar.

“Duas noites é o mínimo indispensável para uma cidade com a dimensão destas. Depois cinco a seis noites em Zanzibar. É um reforço da nossa aposta em África, neste caso com um acrescento cultural turco”, apresenta o tour leader e responsável das reservas de longo curso da Solférias, Pedro Botelho.

Logística, a escala em Istambul, que de outra forma seria apenas uma paragem técnica da Turkish Airlines, transforma-se na oportunidade de conhecer uma cidade que nasceu como Bizâncio na Antiguidade grega, se tornou Constantinopla no Império Romano do Oriente, convertida em Istambul no Império Otomano.

“É um desperdício não ficar. É um produto rentável para todos”, sublinha Nuno Mendes, da ClickViaja.

Valor acrescentado

Mas há mais a explicar o sucesso do produto. “Com a febre das bandeiras na biografia das redes sociais e a ambição de dar a volta ao mundo, a ideia de conhecer dois ou mais destinos numa viagem, nem que seja dentro do país, está a ganhar cada vez mais força”, chama à atenção Tiago Bernardes da Guru das Viagens, a propósito “do aumento da procura deste tipo de produto”.

Na mesma linha, a diretora Comercial da TravelSquare, Margarida Lopes, acrescenta que, cada vez mais, “o cliente procura experiências em camadas, onde diferentes ritmos de viagem coexistem no mesmo itinerário.”

“Não se vende como uma soma de destinos, mas como uma experiência onde a cidade traz a intensidade e a praia, desaceleração”, reflete Sofia Santos, da Viagens à La Carte.

Para os agentes de viagens ouvidos pelo PressTUR, o combinado Istambul-Zanzibar acrescenta uma camada que o destino de praia, “sozinho, não alcança”.

“Perceber que há pontos comuns entre os destinos, mergulhar na cultura e depois no paraíso, é uma combinação que surpreende e enche as medidas a qualquer cliente”, remata o CEO da ClickViagens, António Gonçalves.

Além dos argumentos comerciais, o combinado liga dois territórios que, durante séculos, fizeram parte das mesmas rotas de circulação de pessoas, mercadorias e culturas. De um lado, o Bósforo, navegável por gregos, romanos, genoveses e otomanos. Do outro, Zanzibar, escala do comércio no Índico, por onde passaram persas, portugueses, omanitas e britânicos.

Se em Istambul o visitante atravessa a cidade como quem atravessa a história, nas ruas estreitas de Stone Town, capital de Zanzibar, depara-se com os sinais da passagem das civilizações.

De volta à segunda maior cidade da Turquia e a mais visitada em 2023, é difícil passar ao lado do caldo de culturas que impera em Sultanahmet, com a Hagia Sophia e a Mesquita Azul, frente a frente, a testemunhar a ascensão e a queda dos impérios. A Cisterna da Basílica guarda o silêncio subterrâneo da antiga Constantinopla. No Grande Bazar e no Bazar das Especiarias, o comércio, mais que rotina, é espetáculo.

Noutro ritmo, Stone Town, capital de Zanzibar e Património Mundial da UNESCO, é um labirinto de ruas estreitas, onde o cravinho e a canela se misturam com o chamamento para a oração nas mesquitas.

O Forte Velho, construído pelos portugueses no século XVI, recorda a presença europeia. Convite a repensar o papel do colonialismo, o Museu da Escravatura conta a história daquele que chegou a ser um dos maiores mercados de escravos do mundo. Com direito ao piano e às letras mais populares dos Queen escritas à mão, a casa onde nasceu Freddie Mercury, na Rua Kenyatta, foi convertida em museu.

De norte a sul, pesca, artesanato e a presença dos guerreiros massais nas praias de areia branca e Índico a perder de vista completam o pacote.

Alternativa à incerteza

Com Zanzibar em carteira desde 2023, a Solférias tem três propostas para a ilha da Tanzânia. Sete noites em Zanzibar, em regime tudo incluído, desde 1.104€. O combinado Istambul-Zanzibar, com duas noites na cidade turca e cinco na ilha, desde 1.368€ de Lisboa e 1.423€ do Porto. O combinado Dubai-Zanzibar começa nos 1.698€.

A diferença ronda os 300€. Mas a escolha não se faz apenas pelo preço. Faz-se pelo que cada cidade oferece ao viajante. E, mais recentemente, pela estabilidade da rota.

Nos primeiros meses de 2026, o conflito que opõe Israel e os Estados Unidos ao Irão provocou sucessivos encerramentos de espaço aéreo no Médio Oriente. O aeroporto de Dubai foi, inclusivamente, afetado e várias companhias da região cancelaram ou reajustaram operações.

Neste contexto, Istambul-Zanzibar ganhou relevância. Enquanto transportadoras do Golfo como a Emirates e a Qatar Airlines enfrentavam constrangimentos, a Turkish Airlines manteve a ligação para Zanzibar. Sem incidentes a reportar, apesar da proximidade geográfica da Turquia e da Tanzânia com os diferentes cenários do conflito.

“Tendo em conta esta situação, este combinado acaba por ser uma alternativa”, admite Pedro Botelho. “E tem sido”.

Num período marcado pela incerteza à escala global, o combinado Istambul-Zanzibar reúne duas vantagens no mesmo produto. Segundo o responsável das reservas de longo curso da Solférias. “Valor acrescentado para o viajante e uma rota que continuou a funcionar quando outras enfrentavam dificuldades”.

Ver também: Zanzibar: das especiarias à rota do mercado português

O PressTUR viajou a convite da Solférias

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