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Gol garante produto “confiável e rentável” às agências de viagens em Portugal

O director de Vendas da Gol, Danillo Barbizan, garantiu ao PressTUR que a companhia vai aplicar em Portugal o mesmo modelo que tem no Brasil: “muito próximo” das agências de viagens e com um produto “confiável e rentável”.

A Gol quer ser “um bom contribuidor de margem para o agente de viagem”, disse o director de Vendas da transportadora, em entrevista ao PressTUR em Lisboa, sem especificar condições.

Na semana passada, a companhia aérea organizou dois eventos para agências de viagens e operadores turísticos em Lisboa e realizou várias “reuniões estratégicas”.

O objectivo da viagem do director de Vendas da Gol a Portugal foi “compartilhar o plano da companhia com o agente de viagem” e garantir que é um projecto a longo prazo.

Danillo Barbizan assegurou que a Gol vai aplicar “o mesmo modelo” que tem no Brasil, “de ser muito próximo do agente de viagem, participar nos eventos de capacitação, participar nas grandes feiras e ser um produto confiável e rentável”.

Venda consultiva é mais rentável

A nível global, as agências de viagens são responsáveis por pouco mais de 60% das vendas da Gol, o que representa “um peso super considerável e vital”, sublinhou o executivo.

No Brasil, a Gol já é uma marca reconhecida, com 25 anos, que “conecta muito com o brasileiro”, o que permite “uma penetração da venda directa um pouco melhor”. Em Portugal, a empresa é menos conhecida, o que leva Danillo Barbizan a antecipar que as agências de viagens possam vir a representar 85% das vendas dos voos da Gol na rota Lisboa – Rio de Janeiro.

Para a companhia aérea, a venda “mais consultiva” é a mais rentável, “aquela venda que você precisa de dizer para não ir com uma hora e meia de conexão, mas com três horas” ou “aquela venda para a empresa que precisa de relatórios”.

A venda aconselhada por um agente de viagens será tendencialmente a que “representa o melhor ticket médio, o yield mais saudável da nossa operação, a contribuição de dinheiro por quilómetro voado mais importante”, frisou Danillo Barbizan.

Vendas alinhadas com as expectativas

Os voos da Gol entre Lisboa e Rio de Janeiro começam a 16 de Setembro e serão operados quatro vezes por semana, às segundas, quartas, sextas e Sábados, em avião A330 da Wamos Air, parceira da Gol no Grupo Abra.

Sobre a evolução das vendas, Danillo Barbizan indicou que, no geral, estão acima do plano de negócios. A ocupação (load factor) “está estável, acima do plano” e o preço médio está alinhado com a expectativa.

Existe, porém, margem para crescer na classe executiva, que “pode vender um pouco melhor”, tanto no Brasil como em Portugal.

A companhia aérea prevê que 40% das vendas dos novos voos entre o Rio de Janeiro e Lisboa sejam feitas na Europa, e mais de 50% desse volume, em Portugal.

As vendas no mercado português ainda não alcançaram os volumes planeados, em primeiro lugar porque só na semana passada aconteceram as primeiras apresentações da companhia aérea às agências e operadores em Lisboa e, em segundo lugar, porque o voo só começa em Setembro.

Conexões com outros destinos

Além do Rio de Janeiro e de Lisboa como destinos finais, o director de Vendas da Gol destacou a diversidade de conexões que a companhia aérea garante a partir do seu hub no Galeão, tanto no Brasil como noutros países da América do Sul.

A companhia garante ligações a cidades como Buenos Aires, Montevideu e Assunção, que poderão ser destino final de passageiros europeus da rota Lisboa – Rio de Janeiro, como poderão ser cidades de origem de passageiros dos voos Rio de Janeiro – Lisboa.

Com a TAP, maior companhia aérea portuguesa, a Gol tem um acordo de interline, mas o Grupo Air France-KLM é o grande parceiro da companhia brasileira na Europa e deverá ser o “grande distribuidor” para conexões além Lisboa.

Stopover no Rio

O director de Vendas da Gol destacou ainda o programa de Stopover da companhia, que permite adicionar uma paragem gratuita de até três dias no Rio de Janeiro, sem custos adicionais, para passageiros em conexão para outros destinos.

A duração de três dias foi criada para responder à procura do cliente sul-americano, que, por exemplo, viaja da Argentina para o Nordeste do Brasil e aproveita para passar três dias no Rio de Janeiro. No entanto, com os novos voos para a Europa e para o Estados Unidos, a companhia aérea poderá aumentar a duração do Stopover.

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Para aceder ao site da Gol clique aqui.

 

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