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Madeira é a região onde o alojamento turístico factura mais por quarto disponível

Os estabelecimentos de alojamento turístico da Madeira, que até tiveram um decréscimo nas dormidas, foram os que mais facturaram por quarto disponível em Portugal de Janeiro a Abril.

Nos primeiros quatro meses do ano, a receita média por quarto disponível (RevPAR), que é um dos indicadores mais utilizados para avaliar o desempenho do alojamento turístico, alcançou os 49 euros em Portugal, o que significa um aumento de 1,2 euros (+2,6%), de acordo com os dados do INE.

Na Madeira, a RevPAR foi 35 euros superior à média do país, tendo alcançado os 84 euros. Além de ser o valor mais elevado, corresponde também ao maior aumento absoluto em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado (mais 3,9 euros ou +4,9%).

Os estabelecimentos da Madeira já tinham registado a RevPAR mais alta do país nos primeiros quatro meses de 2025, mas este ano reforçaram essa posição, não só pelo seu crescimento, mas também porque o alojamento turístico da Grande Lisboa facturou, em média, menos 2 euros (-2,5%) por quarto disponível, fechando o quadrimestre com uma RevPAR de 77,9 euros.

A Madeira também protagonizou o maior aumento de preço médio por quarto ocupado (ADR) de Janeiro a Abril, com uma subida de 10,5 euros (+9,6%) em relação ao ano passado, tendo alcançado os 119,2 euros.

Ainda assim, o preço médio continua a ser superior na Grande Lisboa, tendo alcançado os 125,7 euros até Abril, mais 2,1 euros (+1,7%) que há um ano.

A média de preço por quarto ocupado em Portugal alcançou os 101,7 euros nos primeiros quatro meses do ano, mais 4,9% ou mais 4,8 euros que em 2025.

No Algarve, que é a segunda maior região turística do país em número de dormidas, o preço médio subiu 9,7 euros (+12,7%), o segundo maior aumento em valor absoluto, tendo alcançado os 86,2 euros.

A RevPAR no Algarve, porém, é 10,6 euros inferior à média do país, mesmo tendo registado o segundo maior aumento absoluto no primeiro quadrimestre (mais 2,9 euros ou +8,2%), para 38,4 euros.

Madeira lidera aumentos de proveitos

Os estabelecimentos da Madeira também foram os que mais aumentaram os seus proveitos totais no país, ao aumentar as receitas em 21,3 milhões de euros (+9%) em relação ao ano passado, alcançando os 258 milhões de euros de Janeiro a Abril.

O segundo maior aumento verificou-se na Grande Lisboa, onde as receitas do alojamento turístico subiram 20,1 milhões de euros (+4%), para 529 milhões. O terceiro aumento ocorreu no Algarve, com os proveitos a subirem 18,9 milhões de euros (+7%), para 288 milhões. O quarto foi no Norte (mais 17,2 milhões ou +6,8%, para 270,7 milhões).

Nos proveitos de aposento, que são as receitas das dormidas, excluindo restauração e outros proveitos decorrentes da actividade, a Madeira também registou o maior aumento (mais 13,9 milhões de euros ou +8,2%, para 183 milhões), seguindo pelo Algarve (mais 13,2 milhões ou +7,1%, para 199,2 milhões), pelo Norte (mais 12,5 milhões ou +6,5%, para 204,7 milhões) e Grande Lisboa (mais 11,4 milhões ou +2,8%, para 411,8 milhões).

Preço médio na Madeira compensou quebra nas dormidas, estada média e ocupação

O alojamento turístico da Madeira alcançou os maiores crescimentos de proveitos do país graças ao aumento dos preços, já que o número de dormidas baixou 1,5% ou 44,7 mil, para 2,885 milhões de Janeiro a Abril, assim como a estada média (-0,3 noites, para 4,33 noites) e a taxa de ocupação (-2,7 pontos, para 70,5%).

No Algarve, os estabelecimentos somaram mais 49,5 mil dormidas (+1,1%), para 4,375 milhões. A estada média ficou em 3,62 noites, como há um ano, e taxa de ocupação baixou 0,1 pontos percentuais para 44,6%.

Na Grande Lisboa, os estabelecimentos registaram mais 112,7 mil dormidas (+2%), para 5,655 milhões. A estada média ficou em 2,21 noites, como no ano passado, e a ocupação baixou 1,5 p.p., para 62%.

O alojamento turístico do Norte somou mais 201,8 mil dormidas (+5,5%), para 3,899 milhões, mantendo uma estada média similar ao ano passado (1,85 noites). A ocupação subiu 1,1 p.p., para 44,6%.

No total, a taxa média de ocupação do alojamento turístico português baixou 0,2 p.p., para 48,2% de Janeiro a Abril, e a estada média ficou em 2,39 noites, semelhante ao ano passado.

Os estabelecimentos de alojamento turístico em Portugal somaram 20,7 milhões de dormidas nos primeiros quatro meses de 2026, mais 1% ou mais 206 mil que há um ano, e facturaram 1,6 mil milhões de euros, mais 80,5 milhões de euros ou mais 5,3% que no ano passado.

Os dados do INE referem-se a estabelecimentos de alojamento turístico em Portugal, que incluem hotelaria, alojamento local com 10 ou mais camas e turismo no espaço rural/de habitação.

Ver também:

Turistas da Alemanha fizeram mais de 40% do aumento das dormidas em Portugal

Maior mercado para o alojamento turístico em Portugal regista quebra até Abril

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