A TAP fechou o primeiro trimestre de 2026 com um prejuízo de 39,9 milhões de euros, 63,1% inferior ao do primeiro trimestre de 2025, graças a um aumento das receitas, uma redução dos custos e diferenças de câmbio.
O CEO da TAP, Luís Rodrigues, afirmou que os resultados reflectem “um claro foco na execução da estratégia, com os mercados da América do Sul e da América do Norte a continuarem a desempenhar um papel relevante no crescimento da operação e das receitas”.
Citado na apresentação de resultados, Luís Rodrigues sublinhou que esta estratégica permitiu uma “melhoria significativa dos resultados operacionais, apesar de um contexto exterior muito desafiante, marcado por constrangimentos contínuos nas cadeias de abastecimento e por desafios operacionais na implementação do sistema Entry/Exit nos aeroportos europeus”.
A TAP facturou 914,4 milhões de euros nos primeiros três meses deste ano, o que corresponde a um aumento de 91 milhões de euros (+11%) em relação ao primeiro trimestre de 2025.
A maior fatia das receitas da TAP é alcançada através da venda de passagens, que subiram 76,2 euros (+10,4%), para um total de 810,3 milhões.
Na manutenção de aeronaves para outras companhias, a TAP facturou 58,4 milhões de euros, mais 31,8% ou mais 14,1 milhões que um ano antes.
As receitas com carga e correio baixaram 4,8% ou 1,9 milhões de euros, para 37 milhões, enquanto “outros rendimentos” subiram 41,8% ou 2,6 milhões, para 8,7 milhões de euros.
Nos gastos operacionais, a maior poupança da TAP no primeiro trimestre foi no combustível para aeronaves, que baixou 37,8 milhões de euros (-16,1%) em relação ao ano passado, para um total de 196,2 milhões.
“Num contexto de preços de combustível significativamente mais elevados, o impacto no primeiro trimestre foi limitado, reflectindo o habitual desfasamento na revisão de preços”, frisou o CEO da TAP. Luís Rodrigues prevê que “os efeitos do aumento dos preços de combustível virão a pressionar os próximos trimestres”. O executivo espera mitigar esses impactos através de “uma gestão disciplinada da capacidade, controlo rigoroso de custos e gestão activa da receita”.
Os custos com o pessoal, que representam a maior fatia dos gastos operacionais, ascenderam a 252,4 milhões de euros no primeiro trimestre, um aumento de 20,4 milhões ou 8,8% em relação ao ano passado.
Outras grandes despesas são identificadas como “custos operacionais de tráfego”, que a TAP conseguiu reduzir em 12,3 milhões de euros (-6,2%), para 186,1 milhões.
O custo dos materiais consumidos teve um dos maiores aumentos relativos, em 66,7% ou mais 20,5 milhões de euros, para um total de 51,3 milhões.
No total, os gastos operacionais da TAP foram 1 milhão de euros inferiores (-0,1%) ao período homólogo do ano passado, totalizando 954 milhões de euros.
Desta forma, e contando com um “contributo positivo de diferenças de câmbio” no valor de 28,9 milhões de euros, a companhia aérea portuguesa registou, no primeiro trimestre de 2026, um prejuízo de 39,9 milhões de euros, inferior em 63,1% ou 68,3 milhões de euros ao prejuízo do primeiro trimestre de 2025.
O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, amortizações e provisões) subiu 101,5 milhões de euros (mais de 200%), para 92 milhões de euros. O prejuízo operacional (EBIT, prejuízo antes de juros e impostos) melhorou 92 milhões de euros (+69,9%), para -39,6 milhões de euros.
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