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Após impacto inicial da guerra, reservas nas agências de viagens GEA voltam a subir – Paulo Lages

Com 700 pontos de venda em Portugal, as agências de viagens do Grupo GEA registaram uma ligeira quebra de reservas no primeiro trimestre, provocada pela guerra. No entanto, o mercado está a recuperar, revelou o coordenador de Contratação e Produto, Paulo Lages, em entrevista ao PressTUR.

O início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão no dia 28 a Fevereiro, numa altura em que decorriam as campanhas de promoções da feira turística BTL, provocou uma travagem nas vendas das agências de viagens, num momento tradicionalmente forte em reservas para o Verão.

Com esse abrandamento, a GEA Portugal, que junta 548 empresas, fechou o primeiro trimestre com uma ligeira quebra em relação ao período homólogo do ano passado, mas as reservas já estão a recuperar, de acordo com Paulo Lages.

PressTUR: Estamos próximo do Verão. Que análise faz das reservas que as agências de viagens da GEA têm neste momento em carteira?

Paulo Lages: Temos alguma dificuldade em ter esses números actuais. Temos o primeiro trimestre, mas também vamos tendo conhecimento através do que as agências nos transmitem. Não tenho dados concretos, mas o fluxo de reservas tem sido uma montanha. Ou seja, tão depressa para quanto aumenta muito, também um bocadinho conforme as vontades do senhor Trump, que um dia diz uma coisa, noutro dia diz outra, o que faz com que as pessoas pensem que agora podem [viajar], depois não podem, agora não vão, agora têm medo, e é um bocadinho por aí que estamos em termos de vendas.

PressTUR: E no primeiro trimestre?

Paulo Lages: Com os dados que temos, no primeiro trimestre, baixou um bocadinho relativamente ao ano passado, mas está outra vez a retomar. Vamos ver se isto muda e esperemos que as coisas venham a melhorar ainda mais.

PressTUR: A sua percepção de que as vendas poderão estar a melhorar decorre do contacto com as agências de viagens…

Paulo Lages: Sim. No primeiro trimestre houve uma quebra não muito acentuada em relação ao ano passado, mas está-se a notar um desenrolar de aumento. Estamos em recuperação. Não é um aumento, mas uma recuperação.

PressTUR: A que factores associa esta quebra no primeiro trimestre?

Paulo Lages: À guerra, que começou a 28 de Fevereiro, no auge das campanhas da BTL. Houve uma retração dos clientes. Com campanhas, com preços apetecíveis, com redução de preços, faltou essa oportunidade de venda que quebrou ali um bocadinho. Mas eu penso que neste momento, pouco a pouco, vai recuperar.

PressTUR: Como é que as agências de viagens da GEA estão a reagir a estas flutuações de preço provocadas pelos aumentos de combustível?

Paulo Lages: As agências de viagens são resilientes. Se não dá para um destino, dá para outro. As agências estão a avisar os clientes de que, possivelmente, os preços vão aumentar, que vamos ter aqui algum aumento em termos de combustível. Mas, lá está, os agentes conseguem direccionar e dirigir o cliente, se calhar, para outros destinos, ou para outras situações, para tentar colmatar os cancelamentos, as alterações.

PressTUR: Como é que os clientes estão a reagir aos aumentos?

Paulo Lages: Compreendem. O custo de vida está a aumentar, tudo está a aumentar, isto é uma bola de neve. Se o combustível do carro aumenta, o do avião também vai aumentar, e por aí fora.

PressTUR: Poderá, no entanto, não haver tanto dinheiro disponível nas famílias para poder viajar…

Paulo Lages: Claro.

PressTUR: Mas aí entra na equação o trabalho do agente de viagens de apresentar alternativas…

Paulo Lages: Certo. A procura pelo Médio Oriente baixou, mas depois há um crescimento, por exemplo, do Brasil. O Brasil está em crescimento. Os destinos charter estão a manter a sua cadência de venda. Portugal e Espanha, com as ilhas, também. Há clientes que se calhar não vão para tão longe e ficam mais na sua bolha de confiança. Cabo Verde continua. E o Egipto teve uma quebra, mas eu acho que mantém outra vez aqui uma cadência de vendas, porque é um destino que estava na moda.

PressTUR: Estes são os destinos mais procurados para o Verão?

Paulo Lages: Sim. Os destinos charter, o Brasil está em crescimento, Portugal e Espanha têm aqui uma grande cadência de venda.

PressTUR: A que destinos charter se refere?

Paulo Lages: Caraíbas, por exemplo, mantêm as vendas. Não há um crescimento, mas há uma manutenção daquilo que são vendas. E Cabo Verde também está com saída.

PressTUR: Houve impacto negativo das notícias sobre os turistas britânicos que faleceram depois de terem estado de férias em Cabo Verde?

Paulo Lages: Vem dentro daquelas oscilações de vendas. Se calhar nessa semana baixaram as vendas, mas se calhar depois passou essa mensagem e já recuperaram. É um bocadinho por aí.

Continua: Incerteza poderá potenciar mais decisões de última hora nas reservas de viagens – Paulo Lages, GEA

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