A Universidade Autónoma do Estado de Quintana Roo, no México, realizou um estudo que indica que é promovida a exclusão de residentes locais de 11 das 14 praias públicas de Cancún, um destino muito visitado pelos portugueses.
Este estudo, citado pelo Reportur, abrangeu as 14 praias incluídas no PLan Maestro de Cancún e concluiu que apenas três fornecem condições para o livre acesso por parte dos residentes locais.
Esta ‘privatização’ das praias é feita através de cercas simbólicas e gestão de espaço orientado para uma estética de luxo. Foram documentados casos de seguranças privados a negar acesso a residentes locais, recorrendo a técnicas de intimidação.
O estudo conclui que estão a ser utilizados bens de uso comum para exploração privada, dedicando espaços a visitantes excluindo a comunidade local. Um exemplo é a sinalética que indica “limite de praia” em alguns areais.
O estudo efectuado por Mima Yasmin Pacheco Cocom e Anastacio Gustavo Fernández Rodriguez, citado pelo Reportur, perspectiva que na próxima década o cenário será de maior restrição se não forem modificadas as políticas e tendências actuais.
O Instituto de Infraestrutura Turística de Quintana Roo está, desde Fevereiro, a desenvolver um projecto de reabilitação e resgate de espaços públicos em Cancún, de forma a garantir áreas seguras e funcionais para o público geral. O destaque deste projecto é a zona de Los Palmares, no quilómetro 15 da avenida Kukulcán, e o Jardim de Arte.
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