A ADHP, Associação dos Directores de Hotéis de Portugal, reuniu 640 profissionais no seu XXII Congresso, que decorreu em Elvas, a 5 e 6 de Março.
O congresso decorreu no Centro de Negócios Transfronteiriço de Elvas, reunindo profissionais da hotelaria, especialistas em diferentes áreas do sector do turismo, entre outros representantes e partes interessadas no segmento.
No decorrer deste evento, a intervenção de Pedro Machado, secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, salientou o “papel dos profissionais da hotelaria na dinâmica positiva que vive o turismo nacional”, afirmando que “os resultados que tivemos em 2025 devem-se, sobretudo àquilo que é a matéria-prima mais importante do turismo: as pessoas”, reiterando o seu compromisso com a valorização dos profissionais do sector, que deve ser “acompanhado por uma progressão efectiva nas carreiras e nas condições profissionais”.
Em Dezembro de 2024, a preparar a época balnear de 2025, o Governo português, na altura já liderado por Luís Montenegro anunciou, através do Turismo de Portugal, o Programa de Formação e Integração de Migrantes no Sector do Turismo, em parceria com a AIMA e a CTP, com um investimento de 2,5 milhões de euros na formação de cerca de um milhar de migrantes para trabalharem no sector do turismo em Portugal.
Este programa destinado a imigrantes incluiu três meses de formação, um mês de estágio, e uma bolsa mensal de 522,5 euros, além dos subsídios de alimentação, transporte, seguro e uniforme.
Este programa dedicado aos imigrantes em Portugal, que vai contra as políticas deste executivo do PSD e dos seus aliados mais à direita, tem uma nova edição em 2026 cujo período de candidaturas decorreu em Janeiro.
Consulte algumas dos artigos do PressTUR referente ao evento:
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“O grande potencial de crescimento turístico em Portugal está aqui” no Alentejo – José Santos
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Regressando ao congresso, os participantes discutir assuntos desde a “diversificação das fontes de receira e a valorização dos destinos fora dos grandes centros urbanos”, a “importância crescente da restauração como alavanca comercial”, “estratégias integradas entre hotelaria, entidades regionais e agentes económicos” na promoção de destinos mais afastados, durante o primeiro dia.
No segundo dia, foi a vez de abordar “três eixos estruturantes para o futuro do sector: sustentabilidade, bem-estar e inovação tecnológica”, salientando a evolução das práticas ambientais, forma de reter talento, e ainda a inteligência artificial e o uso estratégico de dados.
Saiba mais no site da ADHP.




