O governo português está a aconselhar os viajantes “a considerar o adiamento de deslocações não indispensáveis a Cuba até que a situação estabilize”.
A recomendação do governo português deve-se “à imprevisibilidade e risco de agravamento das condições atuais” no país, que está a implementar, desde 7 de Fevereiro, “uma série de medidas de emergência, por tempo indeterminado, com intuito de reduzir o consumo energético e de combustível”.
As medidas “abrangem todos os setores e poderão afetar o funcionamento de serviços em áreas relevantes para os viajantes, como os cuidados de saúde, os transportes, o abastecimento de água e eletricidade, as comunicações, o comércio e restauração”.
O governo português também alertou para o “encerramento temporário de algumas unidades hoteleiras e possíveis disrupções nos voos, deslocações, excursões e atividades recreativas”. Ver também: Vila Galé tem dois dos seus quatro hotéis em Cuba abertos, mas a situação “pode inverter”.
Aos viajantes que pretendem deslocar-se a Cuba, o governo recomenda que se mantenham “informados através de fontes oficiais e dos respetivos operadores turísticos e companhias aéreas”.
“Recomenda-se vivamente o registo na aplicação “Registo Viajante” e a contratação de um seguro de viagem abrangente, que cubra situações de evacuação médica e de cancelamento ou interrupção de viagem”, acrescenta a informação do governo publicada no Portal das Comunidades do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
A escassez de combustível em Cuba já levou ao cancelamento de voos charter de Portugal (clique para ler: Travelplan divulga novo mapa de operações para as Caraíbas após cancelamento dos voos para Cuba), à suspensão de operações de companhias aéreas canadianas e ao reajuste das operações das companhias aéreas espanholas Iberia e Air Europa, que passaram a fazer escalas técnicas para abastecimento em Santo Domingo, na República Dominicana.
A falta de combustível deve-se ao estrangulamento económico imposto pelos Estados Unidos. No final de Janeiro, o presidente norte-americano Donald Trump, assinou uma ordem executiva ameaçando impor tarifas aos países que fornecem petróleo a Cuba, que perdeu o seu principal fornecedor, a Venezuela, após a captura do presidente Nicolás Maduro e a sua mulher, Cilia Flores, por militares dos Estados Unidos no dia 3 de Janeiro.
A captura do presidente venezuelano pelos EUA foi classificada como uma “intervenção militar unilateral em desacordo com o direito internacional” pela porta-voz do alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, ao comentar a intervenção a 6 de Janeiro.
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