O Ministro do Turismo espanhol, Jordi Hereu, juntou-se às vozes que apoiam o boicote à La Vuelta, devido à participação de uma equipa israelita, país que está a cometer um genocídio nos territórios que ocupa na Palestina.
O Ministro da Indústria e Turismo, Jordi Hereu, citado pelo Preferente, questionou “o que tem de acontecer mais em Gaza para impedir que um país cometa genocídio?”, acrescentando que a sociedade espanhola “não pode permanecer impassível” em relação aos acontecimentos que se verificam.
O ministro indicou que o desporto internacional deve “reflectir” e não “ficar à margem”, como são exemplo os casos da FIFA, FIBA, ou do Comité Olímpico. O ministro afirmou mesmo que o desporto “não pode permancecer indiferente ao que se passa no mundo, porque incorpora os valores da paz e da concórdia”.
“Vemos genocídio a ser perpetrado todos os dias, um massacre sistémico”, indicou Hereu, acrescentando que “numa sociedade democrática, há espaço para a expressão de protesto e, ontem, a esmagadora maioria dos protestos decorreu de forma pacífica”.
O Preferente refere ainda que Reyes Maroto, anterior Ministra do Turismo espanhol, e Mónica Garcia, ministra da Saúde, participaram no protesto contra Israel e a favor da Palestina.
A última La Vuelta, prova de ciclismo em Espanha, contou com uma equipa israelita, que também marcou presença na Volta a Portugal, onde também foi alvo de prostestos, mas os “nuestros hermanos” foram mais decididos e garantiram mesmo a interrupção da prova.
Segundo o El País, ninguém conseguiu terminar a prova porque entre a Atocha e Cibeles, em Madrid, o povo espanhol falou contra o genocídio na Palestina, num movimento que seguiu para o Paseo del Prado, onde os manifestantes receberam a notícia, em júbilo, de que a prova foi mesmo interrompida.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que no início deste mês utilizou o termo temido por líderes mundiais, celebridades e altos cargos de quase todos os sectores, “genocídio”, e ainda foi mais longe ao defender o povo espanhol pela sua acção de protesto.
“O debate está aberto sobre o que aconteceu em Madrid”, afirmou Sánchez num encontro no congresso, citado pelo El País, “a Espanha deve crescer e chegar a todos os cantos do mundo”.
“Já está a acontecer; já vimos como os governos europeus dizem que enquanto a barbárie continuar, Israel não pode utilizar nenhuma plataforma internacional para limpar a sua presença. As organizações desportivas devem considerar se é ético que Israel continue a participar em competições internacionais”.
“Porque é que a Rússia foi expulsa depois da invasão da Ucrânia, enquanto que Israel não é expulsa por invadir Gaza?”, rematou o primeiro-ministro espanhol.
Em relação aos protestos, estes supostamente contaram com 100.000 pessoas.
O Governo espanhol não é ‘só conversa’, e já aplicou um embargo de armas a Israel e reconheceu o Estado da Palestina.
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