A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) divulgou os seus dados sobre o primeiro trimestre deste ano, concluindo que o mercado interno impulsionou a hotelaria portuguesa, enquanto os mercados internacionais registaram uma ligeira queda.
O desempenho do primeiro trimestre foi afectado pelo calendário, uma vez que, este ano, as férias da Páscoa ocorreram em Abril, ou seja, após o primeiro trimestre, e no ano passado ocorreram na última semana de Março e na primeira de Abril.
“Os resultados do primeiro trimestre demonstram que foi o mercado interno a impulsionar o sector hoteleiro, com crescimento de hóspedes e dormidas, em compensação com a estabilização de hóspedes e ligeira queda das dormidas internacionais, em quase todos os destinos (excepção para os Açores e para a Península de Setúbal)”, afirmou Cristina Siza Vieira, vice-presidente executiva da AHP, citada num comunicado.
A vice-presidente executiva sublinhou que “o mercado nacional se caracteriza por estadias mais curtas, pelo que nunca compensa totalmente o volume perdido nas dormidas dos mercados internacionais”.
“É muito interessante registar que estes números revelam não só a disponibilidade dos residentes em viajar dentro do país, como também a relevância do mercado interno e a maturidade do sector em dar resposta à procura interna”, acrescentou Cristina Siza Vieira.
Os dados divulgados pela AHP indicam que a hotelaria portuguesa, no primeiro trimestre, recebeu 5,6 milhões de hóspedes, mais 2% que no ano passado, que realizaram 13,4 milhões de dormidas, menos 0,5% que há um ano.
Os proveitos totais ascenderam a 956 milhões de euros, o que representa um crescimento de 5% em relação ao primeiro trimestre de 2024.
Apesar do efeito negativo da Páscoa tardia, “o sector manteve um bom desempenho, sobretudo devido ao contributo do mercado nacional”, indica a nota de imprensa, especificando que o número de hóspedes residentes em Portugal aumentou em 5% e as suas dormidas subiram 3%.
O número de hóspedes não residentes em Portugal cresceu apenas 0,2%, tendo as dormidas caído 2%. No entanto, a AHP destaca “a boa performance dos mercados Estados Unidos, Canadá e Polónia”.
A Associação sublinha que “as regiões com melhor desempenho em ambos os mercados, interno e externo, foram a Península de Setúbal e os Açores, ambas com aumentos de 10% no número de hóspedes e 7% nas dormidas”.
O comunicado da AHP indica que a Grande Lisboa teve o maior aumento absoluto de hóspedes, mas registou uma “ligeira quebra nas dormidas”, enquanto a Madeira foi a região que mais se destacou em vários indicadores, desginadamente taxa de ocupação de 71% (mais 3 p.p. face a 2024), ARR de 103 euros (mais 16%) e RevPAR de 73 euros (mais 21%).
Sobre mercados internacionais, a AHP destaca que os Estados Unidos “mantiveram a trajetória ascendente, ainda que mais moderada, com crescimentos de 2% em hóspedes e 1% em dormidas”.
A Polónia foi o mercado com maior crescimento percentual, com um expressivo aumento de 26% em ambos os indicadores, apesar de representar apenas 3% dos hóspedes não residentes e 4% das dormidas de não residentes.
Espanha, apesar de continuar a liderar em termos absolutos, registou “quebras relevantes”, menos 13% nos hóspedes e menos 22% nas dormidas, associadas ao efeito calendário da Páscoa.
O Reino Unido e França verificaram quebras em ambos os indicadores, decrescendo 3% e 5%, respetivamente, em hóspedes, e nas dormidas, onde o mercado inglês caiu 5% e o francês 6%.
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