A hotelaria urbana portuguesa concentrada em Lisboa e no Porto, as duas maiores cidades do país, é a principal responsável pelo impulso das receitas do sector, como reconhece hoje o INE, que informou que nelas “o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu novos máximos históricos”.
O Instituto indicou que o ADR em Lisboa atingiu 152,6 euros e no Porto 113,0 euros, com aumentos a dois dígitos em relação ao ano passado e à pré-pandemia (Junho de 2019), em 16% e em 33% na capital e em 12,4% e em 33,6% na Invicta.
Mas os dados da INE mostram que também nas restantes regiões do ADR evoluiu em alta, com aumentos face a 2019 em 29,6% no Centro, 42,9% no Alentejo, 37,3% no Algarve, 35,8% nos Açores e 46,1% na Madeira e aumentos em relação a Junho do ano passado de 9,8% no Centro, 2,6% no Alentejo, 7,7% no Algarve, 16,3% nos Açores e 15,7% na Madeira.
Com estes desempenhos, em clientes, dormidas e preços, o alojamento turístico português acumula no final do primeiro semestre 2.482,2 milhões de euros de proveitos, que é um recorde para o período, acima dos primeiros seis de meses de 2019, pré-pandemia, em 38,3% ou 697,2 milhões de euros e traduzindo um crescimento em 31,8% ou 598,4 milhões de euros em relação ao ano passado.
Os dados do INE permitem ver que esses crescimento concentrou-se em Lisboa, com mais 252,9 milhões de euros no primeiro semestre que há um ano (+41,9%), Porto e Norte, com aumento em 106,2 milhões (+35,7%), Algarve, com aumento em 92,7 milhões (+19,4%), Madeira, com aumento em 72,9 milhões (+33,1%), Centro, com aumento em 39,9 milhões (+33,1%), Açores, com aumento em 18,6 milhões (+34,5%), e Alentejo, com aumento em 15,1 milhões (+18%).
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