A Capela Real do Palácio Nacional de Queluz vai voltar a receber o órgão de 2428 tubos, criado por Machado e Cerveira, mais de um século depois de este ter sido removido.
“A Capela Real do Palácio Nacional de Queluz está a ser objecto de uma intervenção integral de conservação e restauro”, indica a nota da Parques de Sintra, sendo que um dos objectivos “é permitir a perfeita e funcional reintegração do órgão histórico de tubos do século XVIII, que vai voltar ao local original ao fim de mais de 100 anos”.
As intervenções estruturais na capela, avaliadas em cerca de 1 milhão de euros, têm conclusão prevista para o final do primeiro trimestre do próximo ano, e vão contemplar também os espaços contíguos como a Sacristia, as salas adjacentes, as zonas privadas do piso superior e as áreas de ligação entre os dois pisos, que vão estar disponíveis para visita.
Acredita-se que o órgão, que vai ser instalado ao centro do Coro Alto da Capela Real, pertencia ao Palácio da Bemposta, tendo vindo para Queluz em 1778, onde este instalado até ser desmontado em 1916.
A Capela Real do Palácio Nacional de Queluz foi concebida pelo arquitecto Mateus Vicente de Oliveira no século XVIII, com o revestimento a talha dourada a cargo de Silvestre Faria Lobo, a representação de Nossa Senhora da Conceição a cargo de André Gonçalves, e os painéis laterais por Pedro Alexandrino.









