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Ryanair anuncia mais de 3.000 voos/dia em mais de 2.500 rotas este Verão

A low cost Ryanair, maior companhia de aviação europeia em número de passageiros, anunciou hoje que prevê fazer este Verão mais de três mil voos por dia em mais de 2.500 rotas, frisando tratar-se do seu maior calendário de operações de sempre.

A informação consta do balanço do ano de 2022 divulgado hoje, em que a Ryanair afirma ter ganho quota de mercado, designadamente em Itália, +13 pontos para 40%, Hungria, +12 pontos para 31%, Áustria, +10 pontos para 19%, Polónia, +10 pontos para 36%, e Irlanda, +9 pontos para 58%, Espanha, +3 pontos, para 22%, e Reino Unido, +2 pontos para 21%, por força de ter custos mais baixos, preços também mais baixos e capacidade mais elevada, nomeadamente mais aviões, que as concorrentes.

Mas como a própria companhia também o reconhece, não só teve mais tráfego, com aumento do número de passageiros face a 2019, pré-pandemia, em 21%, como a preço superior, pelas contas do PressTUR 15,5% acima, com +7,9% em preços dos voos e +32,4% em gastos complementares.

A informação mostra que os 168,6 milhões de passageiros que voaram na Ryanair nos 12 meses terminados a 31 de Março despenderam um total de 6.930,6 milhões de euros em bilhetes, com uma tarifa média de 41 euros, e ainda 3.844,9 milhões em serviços complementares, desde lugar marcado e embarque prioritário, entre outros, com uma média de 22,8 euros por pessoa.

Mas os custos também aumentaram e designadamente os combustíveis, porque a Ryanair voos mais, elevando o total de despesas operacionais em 111,6%, para 4.025,7 milhões de euros, a que acresceram também fortes aumentos em custos de aeroportos e handling (+32,2%, para 1.240,5 milhões de euros), e pessoal (+61,3%, para 1.191,4 milhões de euros), até porque antecipou a cessação dos cortes que tinha acordado com os sindicatos para resistir à pandemia de covid-19.

Ainda assim, e apesar de ter ficado abaixo de 2019 em resultados operacionais, com decréscimo em 13,5%, para 1.442 milhões de euros, o lucro líquido ‘disparou’ 48,5%, atingindo 1.313,8 milhões de euros.

E a expectativa para o futuro próximo é crescer mais fortemente que as concorrentes, nomeadamente pela recepção das encomendas de aviões que já te na Boeing (para ler mais clique: Ryanair encomenda mais 150 Boeing B737Max 10 e fica com opção para mais 150), como antecipa para as outras dificuldades em conseguirem mais aviões e pessoal, devido às opções de fizeram para resistir à pandemia de covid-19, ma medida em que a sua expectativa é que a procura continue a crescer, alimentada nomeadamente pelo desejo de viajar.

A estes factores acresce ter custos mais baixos de combustível e frota por melhor hedging de combustível e câmbios, além de um ‘caixa’ mais rico e de operar aviões que garantem mais passageiros com menor consumo de fuel, sendo por isso mais económicos e também mais amigos do ambiente.

A Ryanair diz que os Boeing B737 que está a utilizar têm capacidade para mais 4% de lugares, mas gastam menos 16% de fuel e reduzem as emissões para a atmosfera em 50%.

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