A TAP declarou um prejuízo de 57,4 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, “uma melhoria significativa” face aos prejuízos de 121,6 milhões e de 106,6 milhões de euros registados nos primeiros três meses de 2022 e de 2019, respectivamente.
Para Luís Rodrigues, CEO da TAP, a companhia teve “um forte desempenho operacional e financeiro, apesar do aumento dos custos e dos desafios operacionais”.
“Enfrentar esses desafios às portas do Verão é o caminho no qual temos de nos concentrar”, acrescentou o executivo, citado num comunicado enviado pela companhia à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
O comunicado destaca o “forte crescimento da actividade” no primeiro trimestre, com aumentos de receitas operacionais em 70,4% face a 2022 e 36% face a 2019, para 835,9 milhões de euros.
As receitas de passagens da TAP aumentaram 78,7% face a 2022, para um total de 737,6 milhões, gerando um PRASK (receita de passageiro por lugar por quilómetro voado) de 6,17 cêntimos de euro, mais 1,38 cêntimos ou mais 28,8% que no ano passado.
O aumento das receitas, segundo a TAP, foi “apoiado em melhores níveis de utilização de capacidade da frota”.
A TAP declarou ter transportado 3,511 milhões de passageiros nos primeiros três meses deste ano, mais 66,9% que em 2022, uma subida superior ao aumento da oferta, que foi de 38,8% em ASK (lugares por quilómetros voados).
A capacidade medida em ASK superou em 9% a oferta do primeiro trimestre de 2019.
O load factor da TAP no primeiro trimestre situou-se em 79%, mais 12,3 pontos percentuais que em 2022 e mais 3,8 p.p. que em 2019.
A companhia aérea declarou custos operacionais recorrentes de 846,1 milhões de euros, um aumento de 57,5% ou 308,9 milhões face a 2019, “reflectindo um maior nível de actividade, verificado pelo aumento dos custos com combustíveis”, de 109,6% ou 144,8 milhões de euros, e pelo “aumento dos custos operacionais de tráfego”, de 42,7% ou 54,2 milhões de euros.
O CASK (custos operacionais por lugar por quilómetro voado) dos custos operacionais recorrentes aumentou em 13,5% face a 2022, para 7,08 cêntimos de euro.
A TAP destacou ainda que o EBITDA Recorrente (Resultado Operacional, Depreciações, amortizações e perdas por imparidade, Reestruturação e Outros itens não recorrentes) continuou positivo pelo 7º trimestre consecutivo, totalizando 120,1 milhões de euros, o que representa uma margem EBITDA recorrente de 14,4%, um aumento de 46,4 milhões de euros face a 2022.
No EBIT Recorrente (Resultado Operacional, Reestruturação e Outros itens não recorrentes), a TAP registou um valor negativo de 10,2 milhões de euros, mas com uma evolução favorável de 36,3 milhões de euros quando comparado o valor do primeiro trimestre de 2022 e de 89,1 milhões face ao primeiro trimestre de 2019.




