O grupo Lufhansa, que inclui a alemã Lufthansa, a Swiss, a Austrian, a Brussels e a Eurowings, avançou hoje que antecipa continuação da recuperação este ano, mas deixa vários avisos para as “incertezas” que ensombram a aviação.
Depois de 2022 ter chegado em 2022 a ter no mercado 72% da capacidade de 2019, pré-pandemia, com um aumento em 79% em relação a 2021, o grupo aponta para chegar este ano a 85% a 90%, com um aumento em relação a 2022 em 20%, mas ‘tempera’ a previsão com muitas cautelas.
Embora destacando que o ano está a começar bem, avançando que prevê ter um “aumento significativo de receitas” devido “principalmente por mais recuperação” do negócio de transporte de passageiros, ao ponto de indicar que prevê retomar o pagamento de dividendos aos accionistas, entre 20% e 40% do lucro líquido, o grupo avisa que as previsões estão sujeitas a um “algo grau de incerteza”.
O primeiro pilar de crescimento apontado pelo grupo é “a continuação da recuperação da procura de viagens empresariais”, a que prevê reagir com mais aumentos de capacidade, tanto mais forte nos primeiros meses quando o período homólogo de 2022 ainda foi muito penalizado pelo impacto da expansão da variante ómicron da covid-19, a que acresce a ‘reabertura’ dos mercados do Extremo Oriente, designadamente da China e do Japão.
Quanto às incertezas a que alude, o grupo assinala “especialmente os efeitos incertos na economia dos aumentos de taxas de juro em curso pelos principais bancos centrais”, que, acrescenta, “podem potenciar uma influência material na procura, principalmente de clientes de negócios”.
O grupo assinala ainda que a “persistente inflação alta pode também resultar em aumentos de custos maiores que os esperados”.
O grupo Lufthansa terminou 2022 com 32.770 milhões de euros de receitas, incluindo 25.846 milhões de receitas de tráfego, em queda relativamente a 2019 em 10% e em 8,1%, respectivamente.
Em ambos os casos as quebras são menores que o decréscimo de tráfego, que teve quebras de 29,9% em número de passageiros e de 30,2% em RPK (do inglês para passageiros e quilómetros voados), por subida do yield (preço por quilómetro voado), que em relação a 2019 aumentou 16,7%, para 9,1 cêntimos do euro, proporcionando um aumento da receita unitária (por lugar voado um quilómetro) 30,8% superior, quando o aumento do custo unitário ficou em 14,5%.
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