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Processamento de reservas aéreas de agências lastrou recuperação do Amadeus em 2022

A tecnológica Amadeus, nº 1 mundial em processamento de reservas de voos por agências de viagens, indicou hoje que em 2022 ainda ficou 19,5% de 2019 em receitas, com a quebra nessa área de negócio a elevar-se a 27%.

Os dados mostram que a receita pela actividade de GDS (do inglês para sistema global de distribuição), que faz o processamento das reservas de transporte aéreo efectuadas por agências de viagens, manteve-se ainda assim o seu principal negócio, com receitas de 2.147,8 milhões de euros, que representam 47,9% do total do ano.

A segunda maior é a designada IT Solutions, que trata de soluções para a aviação, com realce para o sistema Altéa, utilizado por exemplo pela TAP, com 1.565,4 milhões de euros de volume de negócios ou 34,9% do total do ano, e segue-se a área Hospitalidade, focada no alojamento, designadamente na hotelaria, com 772,7 milhões de euros, representando 17,2% do total do ano.

Com este desempenho, o Amadeus teve um “ano forte”, avaliou o seu CEO, Luis Maroto, que assinalou que o transporte aéreo “continua a recuperar” do impacto da pandemia de covid-19 e a companhia teve adicionalmente “importantes ganhos de clientes [entre os quais é assinalada a low cost Ryanair] e de quota de mercado”.

A declaração de Luis Maroto divulgada hoje acrescenta que a companhia “está optimista quanto ao futuro da indústria das viagens e as suas oportunidades”.

O balanço de 2022 evidencia que o Amadeus teve uma queda das receitas de processamento de reservas de agências de viagens menor que o decréscimo do número de reservas, que baixou 31,7% em relação a 2019, e que o mesmo se deu com o número de passageiros embarcados com o Altéa, que baixaram 22,8% para 1.539,5 milhões.

Estes dados revelam que o Amadeus combateu a queda do mercado também com aumento dos valores unitários de reservas e passageiros embarcados.

O Amadeus revelou que a América do Norte praticamente alcançou a Europa Ocidental na liderança em número de reservas processadas pela companhia, com 28% do total enquanto os mercados europeus representaram 29%. Seguem-se Ásia e Pacífico, com 16%, Médio Oriente e África, com 14%, América Latina, com 7%, e Europa Central e do Leste, também com 7%.

A comparação com o ano de 2019 mostra que apenas na América do Norte o número reservas de voos por agências de viagens superou em 2022 o último ano pré-pandemia, com 101,2%, enquanto na Europa Ocidental ficou em 64,2%, na Ásia e Pacífico ficou em 61%, no Médio Oriente e África ficou em 79,8%, na América Latina ficou em 69% e na Europa Central e do Leste ficou em 49%.

A informação mostra que no último trimestre de 2022 a recuperação acentuou-se, com a empresa a atingir 109,4% de 2019 na América do Norte, 99,2% no Médio Oriente e África, 87,6% na Europa Ocidental, 77,7% na América Latina, 73,3% na Europa Central e do Leste e 71% na Ásia e Pacífico.

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