A Meliá Hotels International, maior rede hoteleira espanhola, informou os mercados que nos primeiros nove meses deste ano teve 1.273,4 milhões de euros de receitas excluindo mais valias e um EBITDA (lucros antes de juros, impostos, amortizações e provisões) de 328,5 milhões quando no período homólogo de 2019, pré-pandemia, tivera 1.388,1 milhões de receitas e um EBITDA de 373 milhões.
A informação destaca que “a estratégia da companhia e a gestão eficiente da estrutura de custos permitiu melhorar a margem em relação ao terceiro trimestre de 2019 (+82 pb), mostrando margens superiores a 30% nos dois últimos trimestres”.
A rede hoteleira destacou na análise à evolução das vendas, em primeiro lugar a evolução do seu website melia.com, especificando que gerou 44,4% “da venda centralizada”, bem como “a recuperação notável” das OTA (agências online), operadores turísticos e “clientes internacionais”, dizendo que essa recuperação foi “chave para uma temporada estival que melhorou a RevPAR em praticamente tidas as áreas em relação aos níveis de 2019 (pré-Covid)”.
A Meliá informou ainda que no terceiro trimestre, face ao período homólogo de 2019, teve -9,1% de quartos disponíveis em hotéis em propriedade ou em regime de aluguer e -1,8% em hotéis próprios, acrescentando que essas variações “são explicadas principalmente pela venda de activos realizada em meados de 2021”, embora esses estabelecimentos permaneçam na sua carteira de hotéis em gestão.
A ilustrar a recuperação, a Meliá indicou a que a sua RevPAR nos hotéis próprios aumentou 13,7% em relação a 2019.
O balanço indica também que a rede registou receitas consolidadas de 1.273,4 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, com um resultado operacional (EBIT) de 133,9 milhões e um lucro líquido de 52,6 milhões, quando para os 9 meses homólogos de 2019, pré-pandemia, indicara receitas consolidadas de 1.388,1 milhões de euros, um EBIT de 183,7 milhões e um lucro líquido de 105,7 milhões.
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