A TAP revelou hoje que com menos 740,1 mil passageiros que no terceiro trimestre de 2019 obteve mais 73,3 milhões de euros de receitas de passagens, com o ‘milagre’ a ser proporcionado pela subida de preços, traduzida num yield (receita por passageiro voado um quilómetro) que é possível estimar ter tido um aumento na ordem de 17,5%.
A empresa apenas divulgou que em Setembro o yield foi de 8,47 cêntimos de euro, acrescentando que os seus yields estão “cerca de 14% acima dos níveis de 2019, em média, 17% no 3T”.
A informação da companhia assinala que para a evolução dos proveitos de passagens com aumento em 7,9% ou 73,3 milhões de euros, para 1.001,9 milhões, contribuiu também a subida da taxa de ocupação, que no Verão de 2019 foi de 82,9% e este ano foi de 87%, mas em resultado não propriamente de crescimento mas de redução da frota e, consequentemente, da capacidade.
Os dados divulgados pela companhia indicam que o seu tráfego (e não tráfico, como a empresa escreve, mas que é uma prática ilícita) em RPK (do inglês para passageiros x quilómetros voados) caiu 8,2% face ao 3º trimestre de 2019, mas ainda assim menos do que a redução de capacidade (em ASK, do inglês para lugares x quilómetros voados), que foi de 12,4%, e, assim, a subida da taxa de ocupação resultou mais da redução de capacidade, que minorou a quebra de tráfego.
Para efeitos de análise do desempenho operacional, no entanto, conta que a taxa de ocupação melhorou 4,1 pontos, o que conta para o PRASK, um dos indicadores mais seguidos na aviação, que pondera a evolução do yield pela evolução da taxa de ocupação
A TAP informou que no terceiro trimestre de 2019 o seu RASK, que pondera as receitas totais pela capacidade em ASK, foi de 8,39 cêntimos de euro, em alta de 22,8% face ao período homólogo de 2019, com a companhia a assinalar ter “receitas unitárias acima do nível de 2019 (+23% no 3T) impulsionadas por tarifas mais altas e melhores load factos”.
A TAP está, assim, em linha, com o que tem sido divulgado pelos grandes grupos europeus de aviação, que em conferência de imprensa a sua CEO e o seu CFO, respectivamente Christine Ourmières-Widener e Gonçalo Pires, resumiram na frase “Menos aviões, mas mais cheios e a melhores preços” (clique para ler: Preços em alta impulsionam recuperação do grupo Lufthansa e Grupo Air France KLM confirma tendência de forte alta de preços este Verão).
E os resultados seguem a mesma tendência, com a TAP a retomar a tradição de lucros no Verão, este ano no montante de 111,3 milhões de euros, muito próximo dos 128,6 milhões do 3º trimestre de 2019, quando a companhia era liderada por Antonoaldo Neves.




