O yield ou preço médio por quilómetro voado do grupo Air France KLM ‘disparou’ 24,4% este Verão, de acordo com a informação que divulgou sobre o balanço do terceiro trimestre.
O grupo, que é o segundo maior de companhias de rede na Europa, indicou que esse aumento médio reflecte aumentos em 27,8% nas suas rotas de longo curso e de 17,7% nas de curto e médio cursos.
A informação mostra ainda que subida mais forte no longo curso foi nas rotas da Ásia e Médio Oriente, em que o aumento atingiu 46,8%, seguindo-se a América do Sul, com +37,9%, América do Norte, com +24,7%, África, com +21,2%, e Caraíbas e Oceano Índico, com +8,3%.
Adicionalmente, as companhias do grupo tiveram os aviões mais cheios, o que também reflecte o facto de terem tido menos capacidade no mercado que em 2019.
No 3º trimestre deste ano o grupo Air France KLM teve no mercado 79.937 milhões de lugares quilómetros (ASK), quando em 2019 tivera 90.323 milhões, o que explica por que embora tendo uma queda do tráfego em RPK (passageiros quilómetros) de 81.434 milhões para 70.645 milhões, a taxa média de ocupação baixou de 89,8% em 2019 este ano, mas as receitas de passagens subiram de 6.151 milhões de euros pré-pandemia para 6.695 milhões este ano.
Este é, aliás, um dos aspectos realçados pelo grupo, que destaca que apenas do ambiente adverso, pela guerra na Ucrânia e a inflação, as suas receitas totais subiram 503 milhões em relação ao Verão de 2019, tendo somado 8.112 milhões de euros.
Já quanto aos resultados operacionais (EBIT), embora também em alta, as subidas foram mais modestas, de 900 milhões 1.024 milhões de euros em lucros operacionais (EBIT) e de 366 milhões para 460 milhões em lucro líquido.
O CEO do grupo, Benjamin Smith, citado no balanço, comentou que o grupo conseguiu “extrair o máximo da forte procura de viagens neste trimestre”.
O executivo também assinala que problemas subsistem em alguns aeroportos, destacando o caso de Amesterdão Schiphol, um dos seus hubs, da KLM, e que a situação continua “insatisfatória”, mas também considera que se verificaram “consideráveis melhorias” em relação aos problemas vividos nos primeiros meses do ano.




