A Picos de Aventura, empresa de animação turística sediada nos Açores, ultrapassou no início de Outubro o número de clientes de 2019, pré-pandemia, pelo que 2022 já é “o melhor ano de sempre”, afirmam os seus administradores Carlos Baptista e João Rodrigues.
Com mais cerca de cinco mil clientes que em 2019, a empresa “está a fazer o seu melhor ano de sempre, tendo já ultrapassado a fasquia dos 30 mil clientes atendidos até Outubro”, disse Carlos Baptista aos jornalistas na semana passada em Ponta Delgada.
A empresa, que vende actividades turísticas no mar e em terra em São Miguel e na Terceira, atingiu este recorde após dois anos de pouca actividade devido à pandemia, o que “trouxe desafios adicionais”, assinala o administrador.
“Acelerar de repente foi um desafio muito grande, nomeadamente nas manutenções de equipamentos e na formação de pessoal”, sobretudo depois de uma Páscoa “inferior à de 2019” a dar sinais de que o ano poderia ter menos movimento que o esperado.
Contudo, depois da Páscoa “houve um disparo do destino Açores, obviamente decorrente das ligações aéreas e do trabalho conjunto de todos os players do turismo dos Açores, e levou-nos a estes números que são francamente melhores que os de 2019”.
Ainda assim, Carlos Baptista considera que a Picos de Aventura poderia ter alcançado “mais 15% a 20% de produção” se a preparação da época alta tivesse sido “mais atempada”.
A empresa está a celebrar este ano o seu 20º aniversário e a conclusão de um plano de investimento de 1,5 milhões de euros iniciado em 2012, quando o Grupo Newtour assumiu o controlo da Picos de Aventura.
A empresa tinha nessa altura “equipamentos muito deficitários e insuficientes”. O plano de investimento incluiu “renovação de equipamentos, aumento da capacidade produtiva com novos equipamentos e modernização da Picos de Aventura, quer em imagem quer em termos de infra-estruturas, incluindo o espaço onde estamos”, na marina de Ponta Delgada.
Os objectivos de crescimento foram alcançados e o investimento permitiu que a Picos de Aventura alcançasse a sustentabilidade financeira.
“Passámos de uma facturação de 250 mil euros em 2010 para 1,5 milhões de euros em 2019 e vamos ultrapassar este ano”, afirmou João Rodrigues, administrador da Picos de Aventura, também presente no encontro com a imprensa em Ponta Delgada.
De uma equipa de seis a sete pessoas, a Picos de Aventura passou a contar com 27 trabalhadores fixos ao longo do ano, que sobem para 40 em época alta.
A empresa tem seis barcos, cinco carrinhas, 20 bicicletas, 20 canoas e equipamento para canyoning que permite ter 40 pessoas a fazer esta actividade em simultâneo.
“Não somos o maior [operador], mas queremos ser os melhores, sempre foi essa a nossa missão”, salientou João Rodrigues. Daí que “fomos sempre investindo, quer em promoção quer em novos equipamentos, e isso trouxe-nos aquilo que os operadores gostam, que é a qualidade e a novidade”.
A Picos de Aventura tem certificação ISO 9001 e foi “a primeira empresa de serviços a obter a marca Açores”, que destaca a excelência daquilo que é produzido na região, afirmou ainda João Rodrigues.
Para os próximos anos, a estratégia da Picos de Aventura passa pela modernização do equipamento utilizado nas actividades e pela transição energética, que começará pelas actividades em terra, com a tecnologia disponível.
Nas actividades propostas, a novidade para 2023 será o Stand Up Paddle nas lagoas, como complemento à canoagem, “que tem bastante procura”, segundo os administradores.
Ver também:
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Actividades à medida estão a crescer na Picos de Aventura – Tiago Botelho
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