O ministro das Infra-estruturas, Pedro Nuno Santos, afirmou que o Estado interveio na TAP para Portugal continuar a ser “uma porta de entrada de milhões de passageiros na Europa” e não perder esse negócio para Madrid.
“Nós intervencionámos a companhia aérea não porque quiséssemos que 100% do capital da empresa fosse público, mas porque nós não queríamos perder o hub”, afirmou o ministro em declarações aos jornalistas avançadas pela “RTP”.
“Nós não queríamos que Portugal deixasse de ser uma porta de entrada de milhões de passageiros na Europa”, frisou Pedro Nuno Santos.
E acrescentou: “aquilo que o hub e a TAP dão a Portugal é um negócio de grande dimensão que, se nós perdessemos, ia ser capturado exclusivamente pelos espanhóis e por Madrid”.
O ministro, segundo uma notícia da agência Lusa, acrescentou que “perderíamos milhares de milhões de euros sem um hub”.
Para Pedro Nuno Santos, “Portugal tem uma posição periférica no quadro europeu e isso é uma desvantagem, só que tem também uma centralidade na relação com o Atlântico que é uma vantagem e nós para aproveitarmos essa vantagem temos que ter um hub na Península Ibérica que possa concorrer com um outro hub que é em Madrid”.
Questionado sobre possíveis interessados na privatização da TAP, o ministro respondeu: “O como, o quanto e o quando ainda não estamos nesse momento”.
Pedro Nuno Santos respondia ao presidente do PSD, Luís Montenegro, que acusou o executivo de “crime político” na renacionalização da companhia.
O ministro das Infra-estruturas considera que “aos políticos exige-se mais do que fazer discursos em comício, exige-se pensar politicamente, exige-se ter experiência e exige-se, já agora, assumir o que é que se faria na altura e o líder do PSD isso nunca disse. Teria ou não deixado a TAP falir?”.
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