O CEO do IAG, grupo liderado por British Airways e Iberia, o espanhol Luis Gallego, praticamente ‘enterrou’ o seu alegado interesse na compra da TAP, afirmando ‘categoricamente’, segundo a imprensa espanhola, que a única operação em que estão a trabalhar é na aquisição da Air Europa.
A sua posição não tem nada de novo e só uma falta de entendimento do negócio da aviação, como transparece nas declarações de Luis Gallego, pode explicar que o IAG tenha voltado a ser colocado como potencial interessado na TAP.
A questão, agora, como há uns anos quando o então CEO do IAG e actual director geral da IATA, Willie Walsh, descartou essa possibilidade, que ele próprio tinha levantado, é que o que está em jogo é saber qual o primeiro hub europeu para os passageiros que voam do Brasil.
Actualmente é Lisboa, pela rede da TAP e o seu hub no Aeroporto Humberto Delgado, e isso não é transferível para Madrid, mas é possível reforçar a posição concorrencial da capital espanhola e uma das vias é o ‘casamento’ entre a Iberia e a Air Europa, ambas apostadas em fortalecer o Aeroporto Adolfo Suarez, Madrid Barajas.
A hipótese IAG foi levantada em nome do ministro das Infra-estruturas, apostado em ganhar protagonismo e ‘limpar-se’ da ‘bronca’ da suposta decisão sobre a solução aeroportuária para Lisboa.
Mas sem nada de novo. Os supostos candidatos seriam os mesmos de sempre — os três grandes grupos aéreos europeus, Lufthansa, Air France KLM e IAG —, incluindo os que já descartaram essa hipótese, como é notoriamente o caso do IAG, a que se deverão juntar os outros dois, cujas prioridades são fortalecer os respectivos hubs, em Paris e Amesterdão, no caso da Air France KLM, e Frankfurt e Munique, no caso da Lufthansa.
De acordo com a imprensa espanhola, Luis Gallego comentou que embora o hub de Lisboa dê acesso “sobretudo” ao Brasil e alguns países africanos, a Air Europa, ainda do grupo Globalia, “é mais complementar” para o “grande objectivo da Iberia, que é fazer do aeroporto de Barajas o grande hub do Sul da Europa”.
Ainda assim, Gallego não deixa de advogar que companhias de pequena dimensão, como a TAP ou a italiana ITA, se juntem a um grupo aéreo para competirem mais eficientemente.
“Vimo-lo nos Estados Unidos”, acrescentou, citado pelo “Preferente”.
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