O World Tourism & Travel Council, WTTC, lançou o relatório Nature Positive Travel & Tourism, que tem o objectivo de “ajudar as empresas a entender e gerir o seu impacto na biodiversidade, para tomar acções urgentes e significativas perante a necessidade de proteger a flora e a fauna”.
O relatório foi lançado no âmbito das acções da entidade no decorrer da Climate Week NYC, em Nova Iorque, e conta com um mapa de quatro passos para guiar o sector no sentido de “adoptar uma cultura de maior proximidade com a protecção da Natureza” e quatro acções para que as empresas tenham resultados a curto-prazo.
A reconecção das pessoas com a Natureza, o apoio às cadeias de valor sustentáveis, a protecção da fauna e dos habitats, e o investimento em espaços de Natureza são as quatro acções direccionadas a empresas, destacadas no relatório.
Em comunciado, o WTTC salienta que as viagens de Natureza representam 20% do turismo global, com uma contribuição anual de 343 mil milhões de dólares (346 mil milhões de euros) para a economia global.
O relatório antecede a Conferência da ONU sobre a Biodiversidade (COP15), que decorre em Dezembro, e durante a qual os governos de todo o mundo apresentam as suas últimas acções para transformar a relação da sociedade com a Natureza.
A presidente e CEO do WTTC, Julia Simpson, afirmou em comunicado que “a actividade humana contribuiu para a perda de habitats naturais, colocando uma em cada quatro espécies em perigo de extinção”.
A CEO afirmou que 80% do sector do turismo depende da Natureza, daí a redobrada importância da sua conservação, que tem este sector na “linha da frente desta luta” contra a perda de biodiversidade, uma luta que também considera crucial “para a economia global e para a sociedade”.
A secretária executiva da Convenção de Diversidade Biológica das Nações Unidas, Elizabeth Maruma Mirema, citada em comunicado, afirmou que “as viagens e o turismo estão numa posição única para contribuir para reverter este problema, implementando alguns programas como educar e consciencializar, criar modelos sustentáveis para a protecção, manutenção e restauro de ecossistemas”, acrescentando ainda a “redução de actividades que aumentem o crescimento da pegada de carbono”.
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