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WHO aponta ondas de calor como responsáveis por mais 1.300 mortes na Europa

A World Health Organization, através do seu director-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus, indicou ontem, dia 28 de Junho, que estas mortes foram registadas a partir de 21 de Junho.

O director-geral do WHO indicou nas redes sociais da entidade que o stress por calor é um “assassino silencioso” e que as casas construídas na Europa, bem como os locais de trabalho e escolas, não estão preparadas para lidar com estas temperaturas.

Afirmou ainda, segundo a imprensa internacional, que a Europa está a aquecer ao dobro da velocidade da média global e que as ondas de calor que eram consideradas raras são agora eventos regulares devido às alterações climáticas.

Temperaturas de 41,7 graus em Coschen, na Alemanha, perto da Polónia, 41,1 graus em Doksany, na República Checa, cerca de mais mil mortes em França desde quarta-feira (24 de Junho) e 74 afogamentos, são algumas das situações descritas no Helsinki Times.

A WHO, com base em várias fontes da UN, aponta uma série de causas para o aquecimento global, todas relacionadas com o sistema capitalistas vivido globalmente, como o consumo excessivo de bens materiais como “roupa, material electrónico e plásticos”, sendo as 20 maiores economias mundiais responsáveis por 80% das emissões globais.

A emissão de gases por parte de edifícios que necessitam de climatização, o dióxido de carbono, metano e outros gases gerado pela produção de produtos alimentares, incuindo a deflorestação para gado, os resultados digestivos de animais criados para alimentação, a produção de fertilizantes, o recurso a estrume e combustíveis fósseis na produção agrícola, são outros dois dos pontos referidos pelo WHO.

Os meios de transporte como carros, camiões, embarcações e aviões utilizam combustíveis fósseis, sendo responsáveis por uma grande fatia dos gases emitidos para atmosfera, particularmente dióxido de carbono. Os veículos de estrada, particulariza o WHO, são os que contribuem mais, mas sublinha que as emissões de embarcações e de aviões continuam a aumentar. Os meios de transporte representam um quarto das emissões relacionadas com energia de dióxido de carbono, e a tendência é para o aumento de uso de energia nos meios de transporte.

A deflorestação, já referida, leva a que as árvores cortadas emitam o carbono que armazenaram, sendo que anualmente 10 milhões de hectares de floresta são destruidos. A destruição destas florestas também significa que há menos capacidade de absorção de dióxido de carbono de forma natural. A deflorestação, com a agricultura e outras alterações no uso de terra, são responsáveis por cerca de um terço das emissões de gases de efeito estufa.

A indústria de criação de bens de consumo emite gases, maioritariamente através da combustão de combustíveis fósseis para gerar, por exemplo, cimento, ferro, aço, material electrónico, plástico, roupas, entre outros, sendo que processos como o trabalho em minas e na construção civil também gera emissões. As máquinas utilizadas geralmente utilizam carvão, petróleo ou gás, e alguns materiais como plástico, são resultantes de combustíveis fósseis. “A indústria transformadora é uma das maiores contribuintes para as emissões de gases com efeito de estufa em todo o mundo”, indica a WHO na sua página.

‘Last, but definitely not least’, a energia, grande parte das emissões globais são resultado da combustão de combustíveis fósseis para produção de calor e electricidade, sendo que a maior parte da electricidade é gerada a partir de carvão, petróleo ou gás, o que resulta na emissão de dióxido de carbono e óxido nítrico. “Globalmente, um terço da electricidade vem do vento, da energia solar e de outras fontes renováveis que, ao contrário dos combustíveis fósseis, emitem pouco ou nada de gases de efeito estufa ou poluentes para o ar”.

O carvão, uma indústria reavivada pelo executivo norte-americano liderado por Donald Trump que conta com o seu país como o terceiro utilizador deste combustível fóssil, sendo que a China e a Índia, em conjunto, são responsáveis por 70% do uso de carvão no mundo, o petróleo, com os Estados Unidos (19% do consumo de petróleo), a China (15-16%) e a Índia (5%) no topo dos países que mais consomem este combustível fóssil, e o gás, com o Estados Unidos como maior consumidor, cerca do dobro do segundo e terceiro lugares, a Rússia e a China, são, no conjunto, responsáveis por cerca de 68% das emissões de gases de efeito de estufa e por quase 90% das emissões de dióxido de carbono.

Veja também: Air Europa inaugura voos Madrid – Joanesburgo

Saiba mais no site da WHO, aqui.

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