A União Europeia (UE) rejeitou a suspensão total da implementação do novo Sistema de Entrada-Saída (EES na sigla em inglês) no controlo de fronteiras nos portos e aeroportos.
Apesar de reconhecerem que o sistema “não é perfeito”, as autoridades da UE defendem que a suspensão total “não é necessária” e “não é possível”, de acordo com o “The Guardian”.
O sistema, que controla a entrada e saída de pessoas do Espaço Schengen, com recolha de dados biométricos, tem provocado longas filas em aeroportos de vários países, incluindo Portugal. De acordo com as autoridades da UE citadas pelo jornal britânico, dos 1.500 pontos de fronteira, existem apenas “20 pontos críticos”.
No entanto, associações representantes de companhias aéreas e de aeroportos têm vindo a solicitar a suspensão do novo sistema EES até ao próximo Verão, por receios de filas caóticas em aeroportos de destinos turísticos populares.
As autoridades da UE citadas pelo “The Guardian” defendem que é impossível manter o sistema aberto em alguns países e não noutros, porque levaria à “infeliz situação” de ter “viajantes retidos nos postos fronteiriços”. Um passageiro que entrasse no Espaço Schengen através de uma fronteira onde os novos controlos estivessem operacionais, mas saísse através de uma fronteira onde não estivessem, poderia enfrentar problemas.
A implementação do sistema entrou em vigor em Outubro de 2025, mas os Estados-Membros, inicialmente, tinham a opção de suspender o sistema enquanto a tecnologia e a logística da recolha das impressões digitais dos passageiros eram testadas.
As novas regulamentações do EES permitem suspender temporariamente o sistema caso as filas se tornem incontroláveis, mas esta opção deverá terminar em Setembro.
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