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Tripulantes da Air Canada prolongam greve e negociações retomam

Os tripulantes de cabine da Air Canada, que recusaram a ordem do Governo para voltar ao trabalho, chegaram esta terça-feira ao quarto dia de greve, após a retoma das negociações.

Ver nova notícia: Air Canada retoma operações esta terça-feira após acordo com os tripulantes de cabine

O sindicato Canadian Union of Public Employees, que representa 10 mil tripulantes da Air Canada, revelou na segunda-feira ao fim do dia que tinha reunido com a Air Canada e com o mediador William Kaplan em Toronto, de acordo com a Reuters.

A ministra do Trabalho canadiana, Patty Hajdu, instou ambas as partes a considerarem a mediação governamental. De acordo com a Reuters, a ministra aumentou a pressão sobre a Air Canada, prometendo investigar as alegações de trabalho não remunerado, uma das principais queixas dos tripulantes de cabine.

O sindicato dos tripulantes da Air Canada exige o pagamento do trabalho realizado em terra, como o embarque de passageiros, que diz corresponder a cerca de 35 horas não remuneradas por mês.

A Air Canada, de acordo com a Reuters, propôs compensar parte desse tempo por metade do valor normal por hora, com um aumento da remuneração total de 38% ao longo de quatro anos, começando com um aumento de 25% no primeiro ano.

O sindicato defende que a proposta da Air Canada se traduz num aumento salarial de apenas 17,2%, o que não é suficiente para os assistentes de bordo com cinco ou menos anos de experiência, que representam metade dos seus membros.

A greve iniciou-se na sexta-feira, dia 15 de Agosto, e a Air Canada planeava retomar as operações na noite de Domingo, depois do Governo do Canadá ter determinado que os tripulantes regressassem ao trabalho, nos termos da Secção 107 do Código do Trabalho Canadiano.

Os tripulantes recusaram retomar o trabalho, defendendo uma solução negociada, e o líder do sindicato afirmou que preferia ir para a prisão do que permitir que os tripulantes de cabine fossem forçados a regressar ao trabalho.

O sindicato afirma que a greve vai continuar até que a companhia aérea negoceie os salários e o trabalho não remunerado, mesmo depois de o Conselho de Relações Industriais do Canadá (CIRB) ter declarado a greve ilegal.

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