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Sem acordo, trabalhadores de handling dos aeroportos portugueses mantêm greve no Natal e Ano Novo

Os sindicatos dos trabalhadores de handling (assistência em terra) dos aeroportos portugueses e a empresa Portway estiveram reunidos esta semana e não chegaram a acordo, mantendo-se a greve convocada para o Natal e o Ano Novo.

A Portway sublinha que “guardou reserva quanto à sua posição oficial porque esperava que os sindicatos revissem a sua postura e desconvocassem a greve”, o que não aconteceu, de acordo com um comunicado divulgado esta quinta-feira, citado pela agência Lusa (para ler no “Observador” clique aqui).

Na sequência de uma reunião esta terça-feira, no Ministério do Trabalho, a Portway disse que “aplicou escrupulosamente o acordo firmado com as estruturas sindicais representativas dos trabalhadores”, tendo procedido “a um aumento de 4% das tabelas salariais”.

A empresa reconheceu que “ficou em aberto a possibilidade de um aumento adicional de 1%, condicionado ao atingimento de um objectivo operacional de 60 mil voos assistidos, a 31 de Outubro, fixado por ser alcançável consoante o histórico e as perspectivas, e seria garantia de que a Portway teria as condições financeiras para aumentar as tabelas em mais 1%”, mas “esse objectivo não foi atingido e, como tal, não foi possível à empresa proceder a esse aumento adicional”.

A Portway disse que “a métrica utilizada para avaliar o cumprimento do objectivo é inequívoca e nunca mudou” e garantiu que “o número de voos sempre serviu de base a todas as negociações fundamentadas em critérios operacionais”.

“A palavra voo é utilizada, comummente, no handling e por todos os seus trabalhadores quando se refere a uma rotação. Querer agora fazer crer que a Portway negociou voos a serem diferentes de rotações não teria consistência com a realidade da actividade”, sublinhou a empresa.

Já os sindicatos (Sindav, STHAA, Sitava e Simamevip) acusam a Portway de “mais uma vez” fazer “uma subversão, dizendo algo absolutamente estapafúrdio, ridículo e absurdo, como os tribunais certamente se encarregarão de demonstrar”, querendo convencer os trabalhadores de que “voos e rotações são a mesma coisa”.

Os sindicatos salientam que a Portway propôs 1% de aumento na tabela em Janeiro de 2025 e uma gratificação de balanço no valor de 100 euros para todos os trabalhadores.

As estruturas sindicais disseram que aceitaram o princípio, “mas nunca o valor de 100 euros”, tendo proposto 180 euros para todos. “A Portway subiu até aos 120 euros, tendo estes sindicatos proposto como valor fixo, 150 euros”, disseram, salientando que acabou por ficar inviabilizado o acordo “que desconvocaria a greve pela módica quantia de 60 mil euros”.

“Recordamos que este aumento que a Portway se recusa agora a cumprir tem efeitos práticos no salário base actual dos trabalhadores, mas também em todas as componentes que lhe estão associadas: subsídio de turnos, feriados, horas extraordinárias, subsídios de férias e Natal”, dizem ainda os sindicatos.

Nos dias 24 e 31 de Dezembro, a greve será das 00h às 24h, mas a paralisação também abrange todo o trabalho suplementar das 00h do dia 24 de Dezembro até às 24h do dia 1 de Janeiro de 2025.

A greve nos aeroportos portugueses abrange ainda o trabalho em dia feriado que seja dia normal de trabalho de 24 de Dezembro a 2 de Janeiro.

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