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Ryanair sai dos Açores devido a taxas, que Governo e ANA dizem ser das mais baixas

A low cost Ryanair vai abandonar as suas operações nos Açores a partir de 29 de Março, alegando elevadas taxas aeroportuárias.

A Ryanair indicou à Agência Lusa que vai abandonar as seis rotas que opera nos Açores, alegando elevadas taxas da ANA Aeroportos, detida pela Vinci, e inacção por parte do Governo português, que também aumentou e introduziu taxas.

A Ryanair detalha que o Governo português aumentou de taxas de navegação aérea em 120% e introduziu taxas de viagem, no valor de dois euros.

Luís Capdeville Botelho, presidente da Associação de Promoção Turística dos Açores, afirmou a 20 de Novembro, quando a Ryanair anunciou sair dos Açores, que esse anúncio seria uma forma de pressão negocial.

José Manuel Bolieiro, presidente do Governo regional, no mesmo dia, também afirmou que a companhia aérea opera desta forma durante as negociações.

Ainda a 20 de Novembro, o Governo manifestou surpresa com o anúncio de abandono dos Açores por parte da Ryanair, afirmando que a taxa desta rota é a mais baixa da Europa, e que a Ryanair, que ‘olimpicamente’ se queixa de apoios a outras companhias aéreas, recebeu dezenas de milhões de euros em incentivos.

A ANA, detida pela Vinci, manifestou surpresa afirmando que as negociações estavam orientadas no sentido de aumentar a oferta e não reduzir, ou cancelar. A Vinci afirmou ainda que as taxas nos Açores são das mais baixas da sua rede e que não propôs aumento para 2026.

A CCIPD, Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, a 20 de Novembro, afirmou que a saída da Ryanair será um choque sem precedentes na economia Açoriana, e que pode ameaçar a actividade de centenas de empresas.

Veja também: Ryanair transportou mais de 200 milhões de passageiros em 2025

Saiba mais no site da Ryanair.

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