A remuneração bruta mensal média por trabalhador do sector do alojamento turístico subiu 6,6% no segundo trimestre, mas ainda ficou 372 euros abaixo do registado no total da economia em Portugal, de acordo com INE.
A informação divulgada hoje sublinha que a remuneração bruta mensal média por trabalhador ao serviço (por posto de trabalho) em actividades de alojamento (CAE 55) alcançou os 1.370 euros no segundo trimestre.
O valor aumentou 6,6% em relação ao período homólogo do ano passado e 5,7% em relação ao primeiro trimestre deste ano, em linha com o crescimento da remuneração média dos trabalhadores de todas as actividades.
No entanto, a remuneração dos trabalhadores do alojamento ficou 372 euros abaixo do registado no total da economia, representando 78,6% desse valor.
Os dados do INE referem-se à Declaração Mensal de Remunerações transmitida pelas empresas à Segurança Social e da Relação Contributiva dos subscritores da Caixa Geral de Aposentações.
No total da economia, a remuneração bruta mensal média por trabalhador ao serviço foi de 1.741 euros, o que corresponde a um aumento de 6% em relação ao período homólogo do ano passado e de 5,8% em relação ao primeiro trimestre deste ano.
Os dados abrangem 4,8 milhões de postos de trabalho, correspondentes a beneficiários da Segurança Social e a subscritores da Caixa Geral de Aposentações, mais 1,8% que no período homólogo do ano passado e mais 2,4% que no primeiro no trimestre deste ano. Nas actividades de alojamento estavam abrangidos 105,7 mil postos de trabalho (+4,1%, após +4,5% no trimestre anterior).
O CAE 55, da categoria Alojamento, compreende as actividades de aluguer temporário de locais de alojamento, a título oneroso, com ou sem fornecimento de refeições e de outros serviços acessórios, como as salas de reuniões. Integram a categoria de estabelecimentos hoteleiros os hotéis, as pensões, os motéis, as estalagens, as pousadas, hotéis-apartamentos, os apartamentos turísticos, os aldeamentos turísticos e as casas de hóspedes.
Os estabelecimentos de alojamento turístico em Portugal, no segundo trimestre, receberam 9,2 milhões de hóspedes, que realizaram 23 milhões de dormidas, respectivamente mais 4,4% e mais 4,2% que no período homólogo do ano passado.
Os proveitos totais alcançaram os 2.040,2 milhões de euros, o que equivale a um aumento de 9,4% em relação ao período homólogo do ano passado.
A RevPAR, que o INE define como “rendimento por quarto disponível, medido através da relação entre os proveitos de aposento e o número de quartos disponíveis”, alcançou os 80,9 euros, mais 7,3% que no ano passado.
A ADR, (do inglês para Average Daily Rate), que o INE define como “rendimento por quarto ocupado, medido através da relação entre os proveitos de aposento e o número de quartos ocupados”, atingiu os 127,5 euros, mais 5,3% que há um ano.
Os resultados trimestrais foram influenciados pela estrutura móvel do calendário. Este ano, as férias escolares associadas à Páscoa ocorreram em Abril, ou seja, no segundo trimestre. No ano passado, as férias da Páscoa ocorreram na última semana de Março e na primeira de Abril, ficando divididas entre o primeiro e o segundo trimestre.
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