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Montijo “é um barco que já partiu”, agora é preciso antecipar Alcochete – Pedro Nuno Santos

O Montijo, que era considerada a solução mais rápida para aumentar a capacidade aeroportuária em Lisboa, “é um barco que já partiu”, e o que há a fazer agora é “garantir” que a ANA/Vinci antecipa a abertura do aeroporto em Alcochete, afirmou hoje o secretário-geral do Partido Socialista (PS) e candidato a primeiro-ministro, Pedro Nuno Santos.

“A decisão foi tomada, mas há muito trabalho para fazer com a ANA para garantirmos que não explora os prazos contratuais todos até ao limite” para “conseguirmos em conjunto que seja possível antecipar de forma significativa os prazos que estão salvaguardados nos contratos”, afirmou Pedro Nuno Santos.

O candidato a primeiro-ministro falava hoje em Lisboa num almoço organizado pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP), cujo presidente, Francisco Calheiros, voltou a afirmar ser favorável à decisão tomada por Pedro Nuno Santos em 2022. Na altura, o então ministro das Infra-estruturas anunciou que seria construído um aeroporto no Montijo, numa primeira fase, e um segundo em Alcochete, numa segunda etapa, mas a decisão acabou por ser revogada pelo então primeiro-ministro, António Costa.

Sobre a solução Montijo primeiro e Alcochete depois, Pedro Nuno Santos afirmou hoje que “não é recuperável, já foi ultrapassada”, mas que se tivesse avançado “já estaríamos a receber mais aviões e mais passageiros em 2025”.

O que há a fazer agora, de acordo com o secretário-geral do PS, é “garantir que a empresa que tem a concessão dos nossos aeroportos se despache”.

A ANA Aeroportos prevê que o novo aeroporto em Alcochete poderá estar pronto em 2037, com uma pista.

Sobre a TAP, Pedro Nuno Santos voltou a defender que “não deve estar sozinha”, mas o Estado deve continuar a ser accionista maioritário para garantir que mantém operações noutras regiões portuguesas além de Lisboa, onde está o seu hub.

“Precisamos da TAP a voar a partir de Lisboa, o seu hub, mas precisamos de uma TAP a olhar para a Madeira, para o Porto, para Faro, e nunca o fará se o capital for maioritariamente de outros”, defendeu o candidato a primeiro-ministro.

Pedro Nuno Santos defende que a “abertura do capital” para uma participação minoritária deverá ser feita a um grupo de aviação e não a grupos de investidores, para garantir sinergias.

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