O Grupo Hoti Hotéis, com 21 hotéis em Portugal, um hotel em Moçambique e vários projectos em desenvolvimento, prevê facturar 130 milhões de euros este ano, mais 7% que em 2025, sustentado por melhores níveis de ocupação, já que a subida do preço médio deverá abrandar.
Em 2025, a empresa facturou 121 milhões de euros, um novo recorde, 7% acima do anterior máximo, registado em 2024, revelou hoje o CEO da empresa, Miguel Proença, num almoço com jornalistas.
O crescimento das receitas no ano passado foi alcançado sobretudo através da subida do preço médio, que chegou aos 106 euros, mais 5% que em 2024, já que a taxa de ocupação baixou 0,5 pontos percentuais, para 74%.
O cenário é de “maior estabilização de receitas”, o que obriga a ir além da “optimização da venda”, aprofundando “os esforços de optimização da gestão e dos custos” para manter os níveis de retorno, indicou Miguel Proença.
Foi “um ano sólido”, mas com desempenhos diferentes nas várias regiões. Madeira e Braga registaram os maiores aumentos de receitas, enquanto Lisboa, Porto, Leiria e Peniche apresentaram as maiores dificuldades, resumiu o executivo.
Em Lisboa, onde o grupo tem quatro hotéis, a facturação estagnou. “Ficámos com os valores de 2024”, afirmou Miguel Proença, apontando o dedo à inexistência de uma solução para o Aeroporto Humberto Delgado. No Porto e em Leiria, as dificuldades devem-se ao aumento da oferta hoteleira. Em Peniche, o problema é a sazonalidade, uma vez que o destino assenta apenas num produto, o surf, e tem sido pouco trabalhado, de acordo com o executivo.
Este ano, o Grupo Hoti Hotéis prevê manter o ritmo de crescimento (+7%) e alcançar um novo recorde de receitas (130 milhões de euros). Para estas previsões, contribuem a renovação e ampliação de alguns hotéis, como o Tryp Lisboa Caparica Mar, e a abertura de uma nova unidade, o Meliá São João da Madeira, a nova “jóia da coroa” da empresa.
Ao contrário de 2025, o crescimento previsto para este ano será mais sustentado nos níveis de ocupação do que no preço médio, uma vez que “em muitos dos destinos não temos já tanta margem de crescimento de preço”, perspectivou o CEO do Grupo.
“Estamos a atingir limites e não vemos que seja possível continuarmos esta passada de crescimento de preço da forma como temos feito, e considerando que temos agora um pouco mais de margem de ocupação para 2026 equilibraremos mais entre preço e ocupação”, indicou Miguel Proença.
Novos investimentos
O Grupo Hoti Hotéis, que opera 3.150 quartos, apresenta “uma situação financeira que consideramos boa”, e não tem dívida, “uma situação que não é muito comum”, afirmou, no mesmo almoço, o presidente da empresa, Manuel Proença.
Além disso, “não é costume” os accionistas retirarem dividendos, pelo que o lucro é utilizado para investir. “O clima empresarial em Portugal continua a ser convidativo (…), o sector de turismo também continua bem” e o Grupo Hoti Hotéis vai continuar “nessa linha”, anunciou o presidente da empresa.
No mesmo almoço, Ricardo Gonçalves, administrador para a Expansão do Grupo Hoti Hotéis, revelou que a empresa está “a gerar cerca de 50 milhões de euros todos os anos” e “é com esse dinheiro” que define o seu crescimento.
Um dos maiores investimentos que a empresa está a fazer é um complexo na Boavista, no Porto, com hotel e residências. O investimento total será superior a 85 milhões de euros e resultará num hotel de 5-estrelas com a marca Meliá, com 222 quartos, e um edifício residencial da marca própria do grupo, a Golden Residence, com serviço hoteleiro, com 124 apartamentos.
Em Aveiro, a empresa também está a investir 80 milhões de euros num projecto semelhante, que resultará num hotel da marca própria Star Inn, com 150 quartos, e num edifício residencial Golden Residence com 180 apartamentos.
Ambos os projectos terão cerca de 30 mil metros quadrados de área de construção acima do solo. A construção do complexo no Porto deverá começar no final deste ano para abrir em 2028, enquanto as obras em Aveiro deverão arrancar no próximo ano para abrir em 2028 ou 2029.
Além dos dois complexos de uso misto, a empresa prevê concluir no final deste ano e abrir em 2027 um hotel da marca Innside by Meliá no Porto.
A nível internacional, o Grupo Hoti Hotéis tem um projecto hoteleiro em desenvolvimento em Luanda, capital de Angola, para constuir um hotel de 5-estrelas com 150 quartos, tendo já uma sociedade constituída com dois sócios, na qual tem uma participação de 16%, mas ainda sem previsão de abertura.
Além das novas aberturas, o grupo está a investir entre 12 milhões e 14 milhões de euros em remodelações, incluindo um projecto de ampliação e renovação do hotel Tryp Montijo.
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