A easyJet rejeitou uma oferta de aquisição de 4,74 mil milhões de libras (5,5 mil milhões de euros) da empresa de investimentos norte-americana Castlelake, acusando-a de propor um “preço de saldo”.
A resposta da low cost foi revelada depois da Castlelake ter anunciado a apresentação de três propostas de aquisição este mês, todas rejeitadas, de acordo com a “BBC”.
A estação televisiva sublinha que a Castlelake tornou públicos os detalhes da sua última oferta para permitir aos accionistas avaliar a proposta. De acordo com as regras do mercado bolsista, a empresa tem até sexta-feira para fazer uma oferta firme ou desistir.
A easyJet, que transportou mais de 90 milhões de passageiros no ano passado, sublinhou que a oferta da Castlelake é “altamente oportunista”, e argumenta que o preço das suas acções tinha sido “temporariamente deprimido” em parte devido ao impacto da guerra dos EUA e de Israel no sector das viagens e turismo.
A “BBC” sublinha que, na última oferta da Castlelake, os accionistas da low cost receberiam 6,25 libras por acção (7,2 euros), mais 24% que o preço de fecho de sexta-feira.
A Castlelake, que tem uma participação de cerca de 2,14% na easyJet através dos fundos que gere, afirmou que a sua última proposta “oferece um valor atrativo” aos accionistas da empresa.
“Após a rejeição de três propostas pelo Conselho da easyJet e dada a sua falta de vontade de dialogar de forma significativa, a Castlelake anuncia esta Terceira Proposta para permitir aos accionistas da easyJet avaliar os seus méritos”, declarou a Castlelake, citada pela “BBC”.
As regras da União Europeia obrigam a que a easyJet seja detida maioritariamente por cidadãos da UE. Face a estas regras, a empresa norte-americana afirmou ter proposto uma estrutura de propriedade que constitui uma “solução viável para garantir o cumprimento de todos os requisitos regulamentares aplicáveis”. Esta estrutura implica uma parceria entre a Castlelake e dois cidadãos da UE, os empresários Peter Bellew (antigo director de Operações da low cost) e Mark Breen (dirige uma empresa de consultoria aerospacial).
A easyJet, ainda de acordo com a “BBC”, afirmou que a estrutura de propriedade proposta era “opaca” e não apresentava qualquer base para avaliar a viabilidade do plano de aquisição.
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