A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) alargou a área do espaço aéreo da Arábia Saudita onde recomenda que as companhias aéreas não operem voos.
O boletim informativo sobre zonas de conflito, publicado a 30 de Setembro pela EASA (em inglês, European Union Aviation Safety Agency), foi actualizado na sexta-feira, dia 9 de Outubro, passando a incluir novas áreas do espaço aéreo saudita.
O alargamento da área abrangida pelo aviso deve-se aos recentes ataques dos houthis ao aeroporto de Riade, que demonstraram a capacidade e a intenção de atingir alvos mais para dentro do território saudita, incluindo a capital.
Desde que os EUA e Israel começaram uma guerra contra o Irão, “a situação de segurança regional permanece altamente instável, com uma significativa actividade militar a afectar o espaço aéreo saudita”, sublinha o boletim da EASA.
“Em Setembro de 2026, os houthis aumentaram significativamente a frequência e o alcance geográfico dos ataques contra alvos marítimos, energéticos e de infraestruturas sauditas, incluindo no Mar Vermelho e no Golfo de Áden”, descreve a agência europeia.
Além das infraestruturas petrolíferas e energéticas, “as infraestruturas militares e relacionadas com a aviação em toda a Arábia Saudita foram também alvos frequentes de mísseis e drones”.
O Sul e Sudoeste do espaço aéreo da Arábia Saudita permanecem “particularmente expostos devido à sua proximidade com as áreas controladas pelos houthis no Iémen”, mas os ataques recentes “demonstraram a capacidade e a intenção dos houthis de atingir alvos mais para dentro do território saudita, incluindo nas áreas de Riade, Tabuk, Medina e Yanbu”, acrescenta a EASA.
A escalada “mais ampla observada no final de Setembro e início de Outubro”, com ataques com mísseis e drones a atingir a zona de Riade, incluindo o seu aeroporto, aumentam “os riscos para as aeronaves no solo e durante a descolagem e aterragem nas áreas afectadas”.
“Estes ataques recorrentes com mísseis e drones, juntamente com a activação dos sistemas de defesa aérea, criam um maior risco de identificação incorrecta de aeronaves civis, bem como riscos associados a sobrevoos de mísseis e drones, actividades de intercepção e queda de destroços”, frisou a agência.
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